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segunda-feira, 15 de junho de 2026

GUERRA - EUA E IRÃ ANUNCIAM ACORDO DE PAZ E FIM PERMANENTE DAS AÇÕES MILITARES NO ORIENTE MÉDIO


Os Estados Unidos e o Irã chegaram neste domingo (14) a um acordo de paz e ao fim "imediato e permanente" das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. É o sinal mais forte de que a guerra no Oriente Médio está se aproximando do fim após mais de três meses. Em 19 de junho será realizada uma cerimônia de assinatura em Genebra.

"O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social, pouco depois de o mediador Paquistão afirmar que ambas as partes haviam alcançado um acordo. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou no X que um acordo "FOI ALCANÇADO".

"Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", afirmou.

Pouco depois, no entanto, ele afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira (19). Acrescentou na rede Truth Social que "este Grande Acordo trará Paz e Segurança para toda a Região".

Irã confirmou o acordo de paz?

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou na noite deste domingo para segunda-feira que o acordo com os Estados Unidos põe um "fim imediato à guerra". Gharibabadi explicou que, após o anúncio do acordo, "as negociações começarão dentro de um prazo de 60 dias com o objetivo de alcançar um acordo final".

As forças armadas iranianas afirmaram ter humilhado os Estados Unidos e Israel. Teerã "impôs sua vontade divina e de aço a inimigos americanos e sionistas humilhados", declarou o Estado-Maior iraniano em um comunicado divulgado pela televisão estatal.

Um memorando de entendimento prevê o desembolso imediato de US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 60,72 bilhões) em ativos congelados, informou nesta segunda-feira (15, data local) a agência de notícias iraniana Mehr.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, comemorou o acordo no domingo. "O secretário-geral espera que as partes aproveitem este novo impulso e redobrem seus esforços em direção a uma resolução final do conflito", afirmou Guterres em um comunicado atribuído ao seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

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"Solução diplomática"

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que pretende participar da assinatura do acordo com o Irã em Genebra. Ele acrescentou que Trump "poderá" comparecer. "Definitivamente pretendo estar lá, mas é possível que o presidente também esteja", disse Vance à Fox News ao ser questionado sobre a cerimônia de 19 de junho.

Ao fazer o anúncio, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu a Washington e a Teerã "por encontrarem uma solução diplomática para o conflito". "Ambas as partes declararam o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano", escreveu. Ele também agradeceu aos líderes do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia pelo apoio na mediação da guerra.

Um dia antes do início da cúpula do G7 na França, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o acordo recém-alcançado será um dos principais pontos de discussão para as grandes potências durante os três dias do encontro. "O objetivo será analisar as consequências desse acordo, o apoio ao Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz no longo prazo e, obviamente, a conclusão de um acordo sobre o programa nuclear e balístico do Irã", afirmou em um vídeo publicado em seu Instagram. Nesta segunda-feira (15), ele receberá. na cidade às margens do lago Léman, Donald Trump e os líderes da Alemanha, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido.


O bloqueio do Estreito de Ormuz impactou a economia global, desde o aumento dos preços dos combustíveis, que impulsionou a inflação nos Estados Unidos e em outros países, até cadeias de suprimentos congestionadas para bens como fertilizantes essenciais para a produção de alimentos em áreas distantes do Oriente Médio.

"O que poderemos fazer é reduzir o custo da energia, não apenas agora, mas também no longo prazo, e criar um verdadeiro motor de prosperidade no Oriente Médio", disse 

JD Vance à Fox News.

O conteúdo do acordo, alcançado após tensas negociações, ainda não é conhecido. Ambas as partes divulgaram informações contraditórias sobre o conteúdo do acordo, à medida que cada uma busca emergir da guerra como vencedora.

Teerã tem insistido que manterá o controle sobre o Estreito de Ormuz, mas os Estados Unidos afirmaram em diversas ocasiões que isso era inaceitável. Outro ponto das negociações tem sido o destino do programa nuclear iraniano, em particular seus estoques de urânio altamente enriquecido.

Trump justificou a guerra como necessária para impedir que o Irã obtivesse armas nucleares, uma ambição que Teerã tem negado. A guerra começou no fim de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Teerã respondeu com ataques contra Israel e aliados na região e, na prática, bloqueou o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento global de petróleo e gás natural. Os Estados Unidos responderam com um bloqueio do tráfego em todos os portos iranianos.

Fonte - Diário de Pernambuco

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