ARARIPINA

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terça-feira, 3 de novembro de 2026

MEGA DA VIRADA - CAIXA ANUNCIA QUE PRÊMIO DEVE SUPERAR R$ 1 BILHÃO


A Caixa anunciou que o prêmio da Mega da Virada deste ano deve superar o valor de R$ 1 bilhão. As apostas para o concurso especial 3100 estão disponíveis a partir desta terça (3) e poderão ser feitas até as 22h do dia 31 de dezembro.

No ano passado, a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão. A estimativa inicial era de R$ 850 milhões. O sorteio teve seis apostas ganhadoras, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões.

O sorteio será realizado às 11h do dia 1º de janeiro de 2027, no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP).


Como se trata de uma edição especial, o prêmio da Mega da Virada não acumula. Isso quer dizer que se não houver ganhadores que acertem as seis dezenas o dinheiro é dividido para quem fizer a quina.

De toda forma, a previsão é que 90% do rateio seja destinado às apostas que acertarem as seis dezenas (sena), 5% às apostas com cinco acertos (quina) e 5% às apostas com quatro acertos (quadra).

As apostas podem ser feitas nas mais de 13 mil lotéricas espalhadas pelo Brasil, no portal Loterias Caixa, ou pelo aplicativo Loterias Caixa (IOS e Android). Correntistas do banco podem fazer as apostas pelo Internet Banking. O valor da aposta simples com seis números custa R$ 6.


A Caixa também disponibiliza as apostas no formato de “bolão” em grupo. Para isso, a pessoa deve preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Para participar de um bolão, o apostador pode adquirir cotas organizadas pelas lotéricas, que podem cobrar uma tarifa de serviço adicional.

Na Mega-Sena, é possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo 100 cotas, com até dez apostas por recibo. Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas deverão conter a mesma quantidade de números.

Fonte - Agência Brasil

MARCOLÂNDIA-PI - VEM AÍ DIA 15/11 O PRIMEIRO FESTIVAL DA CERVEJA DA CHURRASCARIA SÃO JOÃO E FESTA COM RÉGIS MUNIZ


SAÚDE - NOVEMBRO ROXO ALERTA PARA CUIDADOS COM PREMATUROS APÓS ALTA


Bebês prematuros que recebem alta hospitalar continuam precisando de acompanhamento especializado para monitorar o crescimento, a alimentação e o desenvolvimento. Esse é o alerta do Novembro Roxo, campanha de conscientização sobre a prematuridade, que destaca a continuidade da assistência às crianças nascidas antes das 37 semanas de gestação, inclusive após a alta.

Desenvolvida em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e organizações dedicadas ao tema, a campanha deste ano tem como slogan: "Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro". A iniciativa reforça a importância de olhar além da sobrevivência neonatal e garantir atenção à saúde, ao crescimento e ao desenvolvimento das crianças, além de condições de acesso aos serviços após a saída do hospital.

A diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani, acredita que a campanha deste ano é uma oportunidade de ampliar a compreensão da sociedade sobre essas necessidades.

"Durante muito tempo, quando falávamos sobre prematuridade, o olhar estava concentrado principalmente na sobrevivência e nos desafios da internação neonatal. Essa etapa continua sendo fundamental, mas precisamos avançar na discussão sobre o que acontece depois”, disse.

Segundo ela, após a alta, as famílias continuam precisando de orientação, acesso a especialistas e apoio para acompanhar o desenvolvimento da criança. “Investir nesse cuidado é oferecer oportunidades para que cada criança alcance seu potencial, respeitando suas necessidades e sua individualidade", completou.

Suguitani também ressaltou que é preciso reforçar a esperança sem transformar a prematuridade em uma história obrigatória de superação ou prometer que todas as crianças terão os mesmos resultados. “O acompanhamento adequado não elimina todos os riscos, mas permite reconhecer necessidades, orientar decisões e oferecer apoio em cada etapa”.

Um levantamento feito com base nos dados da DRG Brasil, desenvolvida pelo Grupo IAG Saúde, identificou 75.301 internações relacionadas ao nascimento de bebês prematuros entre janeiro de 2022 e junho de 2026. Desse total, 53,7% envolveram necessidade de cuidados intensivos. A permanência média no hospital foi de 15,2 dias, mas variou conforme a idade gestacional. Entre os bebês nascidos com menos de 28 semanas, a média foi de 49,4 dias.

O levantamento apontou ainda pelo menos 1.789 readmissões hospitalares nos primeiros 30 dias de vida, relacionadas a condições como icterícia (69,4%), problemas alimentares (9,8%) e doenças respiratórias.

Em outro estudo, feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais e brasileiro e publicado em 2024 em uma revista científica, acompanhou 34 crianças prematuras em um programa híbrido de avaliação do desenvolvimento até os 12 meses de idade corrigida. Entre elas, 18 apresentaram pelo menos um resultado alterado nos testes de desenvolvimento, e crianças com determinados sinais de atraso foram encaminhadas para intervenção precoce.

"A alta da UTI neonatal gera um sentimento de ambivalência por parte dos pais: de um lado, a felicidade por vencer a UTI e, de outro, o medo e a dúvida sobre se vão dar conta dos cuidados. Isso acontece porque o bebê alcançou condições clínicas para continuar o tratamento fora do hospital, mas ainda tem uma trajetória de cuidados após a alta”, explicou a pediatra e neonatologista, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, Rita Silveira. De acordo com ela, o organismo de uma criança que nasceu prematura ainda está em formação e apresenta inúmeras necessidades para um desenvolvimento adequado. Daí a necessidade de acompanhar o crescimento, a alimentação, a respiração e o desenvolvimento neurológico, respeitando as particularidades e os riscos de cada criança.

Hoje com nove anos, Alícia Vitória nasceu com 27 semanas no interior do Maranhão. Depois de uma longa internação neonatal, foi preciso incluir novos cuidados na rotina, quando o teste do pezinho mostrou uma suspeita de hiperplasia adrenal congênita, condição que afeta a produção de determinados hormônios pelas glândulas adrenais e que pode exigir tratamento contínuo.

"Eu nunca tinha ouvido falar naquela doença e não sabia o que significava. Como não consegui acesso imediato a mais informações pelo hospital, resolvi pesquisar na internet", contou a mãe de Alícia, Patrícia Raquel Dantas Silveira, que para cuidar da filha precisava viajar mais de 250 quilomêtros. Nos dois primeiros anos, as consultas aconteciam mensalmente, com avaliações e ajustes da medicação. Depois, conforme Alícia crescia, os intervalos entre os atendimentos foram aumentando. Durante os primeiros anos, Alícia também foi acompanhada por pediatra e oftalmologista e depois precisou de cuidados especiais", relatou.

Por Flávia Albuquerque - Agência Brasil

ARARIPINA - COLISÃO DE CARRETA COM MOTO DEIXA VÍTIMA FATAL NA BR- 316



A véspera do feriado em Araripina foi marcada por mais um acidente de trânsito com vítima fatal, sendo desta vez na noite de domingo 01/11, na BR-316, imediações do antigo Posto Shell, zona urbana do município, tendo como vítima o senhor Luiz Ednaldo Carvalho Santana, também conhecido por Didi, idade não informada.

Conforme informações da PRF, uma carreta saía de um posto de combustíveis quando colidiu com a motocicleta. No impacto o condutor foi a óbito no local. O motorista fez o teste do bafômetro e deu negativo, em seguida foi conduzido para prestar esclarecimentos na delegacia de plantão em Ouricuri.
A polícia militar e o corpo de bombeiros foram ao local e isolaram a área até a chegada do Instituto de Criminalística da polícia civil, a qual realizou a perícia preliminar e liberou o corpo do local. O caso foi registrado na DPC local e um Inquérito Policial foi instaurado para apurar o fato.


Fotos – Reprodução Internet

EDUCAÇÃO - INSCRIÇÕES PARA O PROCESSO SELETIVO 2027 DO IF SERTÃO PE SÃO PRORROGADAS ATÉ O DIA 5 DE NOVEMBRO


O prazo de inscrição para o Processo Seletivo 2027 do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) foi prorrogado até a próxima quinta-feira (5). A seleção oferece 1.632 vagas gratuitas em cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, subsequentes (pós-médio) e destinados à Educação de Jovens e Adultos (Proeja e Proeja FIC), distribuídas entre os campi Floresta, Ouricuri, Petrolina, Petrolina Zona Rural, Salgueiro, Santa Maria da Boa Vista e Serra Talhada.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio da Plataforma Seletar Concursos (https://inscricoes.seletar.com.br/ ). Para participar, o candidato deverá preencher o formulário eletrônico, escolher o curso pretendido e anexar a documentação exigida no edital. Todos os candidatos devem apresentar o histórico escolar ou, caso não seja possível anexá-lo, uma declaração de notas emitida pela escola. Quem concorrer às vagas reservadas também deverá enviar os documentos necessários para comprovar as condições declaradas na inscrição.

Para ingresso em 2027, o Campus Ouricuri oferta 244 vagas em cursos técnicos gratuitos. Para quem está concluindo o 9.º ano ou já concluiu o Ensino Fundamental, são oferecidas 36 vagas para o curso Técnico em Agroindústria (manhã), 36 para Agropecuária (manhã), 36 para Edificações (manhã) e 64 para Informática (manhã ou tarde), todos integrados ao Ensino Médio. A seleção é regida pelo Edital n.º 114/2026. Já para quem concluiu ou está concluindo o Ensino Médio, estão disponíveis 72 vagas para o curso Técnico em Agropecuária, na modalidade subsequente, sendo 36 para ingresso no primeiro semestre de 2027 (manhã) e 36 para o segundo semestre (tarde). A seleção é regida pelo Edital n.º 115/2026.

A classificação dos candidatos será realizada por meio da análise do histórico escolar ou documento equivalente, com base nas notas de Língua Portuguesa e Matemática. Para os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, serão consideradas as notas do 7.º e 8.º anos do Ensino Fundamental. Na modalidade subsequente, serão utilizadas as notas do 3.º ano do Ensino Médio para quem já concluiu essa etapa e as notas do 1.º e 2.º anos para os candidatos que ainda estão concluindo.

ARARIPINA - ADOLESCENTE DE 17 ANOS MORRE E OUTRO FICA FERIDO EM ACIDENTE MOTOCICLÍSTICO NA SERRA DA BAIXA


Após acionamento via central de operações por volta das 08:59 da manhã de domingo 01/11, a Guarnição Tática da 9ª CIPM deslocou-se até o local do acidente, mais precisamente na Serra da Baixa, zona rural de Araripina-PE, já próximo da divisa entre os municípios de Simões e Marcolândia-PI.

Segundo informações policiais e relatos de testemunhas e familiares das vítimas, às 06:00 da manhã do mesmo dia, após sair da rodovia durante uma curva, o adolescente identificado por Victor, de 17 anos, o qual conduzia uma motocicleta Honda CG 150, foi a óbito no local. O garura, identificado por Kauan, idade não informada, foi socorrido para Marcolândia e depois transferido para Picos-PI.
Ainda segundo a polícia, os pais do menor morto informou que o mesmo estava proibido de conduzir a motocicleta de propriedade família, para evitar ingestão de bebida alcóolica e direção, além de ser de menor, e que a motocicleta que ele conduzia no momento do sinistro pertencia a um amigo dele.

Diante dos fatos, a polícia militar isolou o local do sinistro até a chegada do Instituto de Criminalística da polícia civil, a qual realizou a perícia preliminar, e liberou o corpo. O caso foi registrado na DPC local e um Inquérito Policial foi instaurado para apurar o fato.



Fotos – Reprodução Internet

RECOMENDAÇÃO - EXERCÍCIO FÍSICO DEVE PASSAR A SER RECEITADO PARA A SAÚDE CEREBRAL


"Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, o alerta foi feito nesta segunda-feira (2) pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas.

A data foi criada em homenagem aos franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), que foram assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali.

Em 2026, a ONU quer mostrar como as novas tecnologias e armamentos estão transformando os riscos enfrentados por jornalistas, especialmente em zonas de conflito. Muitas das mortes nessas regiões de guerra, ocorreram e ataques com drones, por exemplo.

Mortes de jornalistas

Segundo as Nações Unidas, em 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o maior número registrado desde o biênio 2014/2015. A maior parte das mortes foi em zonas de conflito.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, afirma que é preciso exigir dos governos que investiguem e processem os responsáveis por crimes contra jornalistas e que o assassinato de qualquer jornalista é inaceitável.

“A campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, diz.

Por Agência Brasil

IPUBI - MÃE É PRESA EM FLAGRANTE PELA POLÍCIA MILITAR APÓS ABANDONAR FILHA RECÉM NASCIDA NAS IMEDIAÇÕES DO FÓRUM


Por volta das 12:03 de sábado 31/10, policiais militares foram informados por familiares e populares sobre o possível abandono de uma recém-nascida, com aproximadamente 16 dias de vida, nas proximidades do Fórum de Ipubi. Durante as diligências, a genitora foi localizada em via pública e confirmou ter deixado a criança no local, apresentando comportamento bastante alterado e agressivo.

Diante da resistência à intervenção policial, foi necessário o uso de algemas. Durante o deslocamento, a conduzida ainda desferiu chutes contra a viatura. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou a ocorrência, enquanto familiares se disponibilizaram a prestar os cuidados necessários à recém-nascida.

A genitora foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Ouricuri, juntamente com o Conselho Tutelar, para adoção das medidas legais cabíveis. A criança permaneceu sob os cuidados dos familiares e acompanhamento do Conselho Tutelar. Na delegacia contra a mãe foi lavrado um Auto de Prisão em Flagrante Delito.

Por Fredson Paiva

ALERTA - ONU RESSALTA IMPORTÂNCIA DE PROTEGER JORNALISTAS E ACESSO À INFORMAÇÃO


"Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, o alerta foi feito nesta segunda-feira (2) pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas.

A data foi criada em homenagem aos franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), que foram assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali.

Em 2026, a ONU quer mostrar como as novas tecnologias e armamentos estão transformando os riscos enfrentados por jornalistas, especialmente em zonas de conflito. Muitas das mortes nessas regiões de guerra, ocorreram e ataques com drones, por exemplo.

Mortes de jornalistas

Segundo as Nações Unidas, em 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o maior número registrado desde o biênio 2014/2015. A maior parte das mortes foi em zonas de conflito.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, afirma que é preciso exigir dos governos que investiguem e processem os responsáveis por crimes contra jornalistas e que o assassinato de qualquer jornalista é inaceitável.

“A campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, diz.

Por Iara Balduíno - Agência Brasil 

BRASIL CHEGA A 84,2 MILHÕES DE INADIMPLENTES - MULHERES SÃO MAIORIA


As mulheres representam 50,5% das 84,2 milhões de pessoas inadimplentes no Brasil, enquanto os homens correspondem a 49,5%. A diferença é pequena, mas chama a atenção para as desigualdades que podem tornar o orçamento feminino mais vulnerável. O cenário faz parte do novo Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado nesta segunda-feira (2) pela Serasa, que registrou o maior número de negativados da série apresentada pela empresa.

O levantamento também aponta que o valor total das dívidas chegou a R$ 597,4 bilhões. Bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos débitos (27,16%), seguidos pelas financeiras (20,66%). As contas de água, luz e gás representam 20,32% do total.

Em relação a agosto, quando o país registrava 83,9 milhões de inadimplentes, houve aumento de aproximadamente 300 mil pessoas. Na comparação com setembro de 2025, a alta foi de 6%.

Recorte

Além da maior participação feminina, o levantamento mostra que a inadimplência está concentrada principalmente entre pessoas de 41 a 60 anos, faixa que representa 35,7% do total. Em seguida aparecem os brasileiros de 26 a 40 anos, com 33,2%. Os consumidores com mais de 60 anos correspondem a 20,1%, enquanto os jovens de 18 a 25 anos representam 11%.

Para o economista e professor Werson Kaval, a diferença entre homens e mulheres não deve ser interpretada como resultado de uma suposta dificuldade feminina de administrar as finanças.

“Historicamente, as mulheres enfrentam diferenças salariais, maior participação no trabalho doméstico não remunerado e, em muitos casos, acumulam a responsabilidade financeira pelo funcionamento da casa e pelo sustento dos filhos. [...] Isso significa que muitas precisam administrar despesas familiares semelhantes, mas com uma disponibilidade financeira menor”, explica.

O economista acrescenta que as mulheres frequentemente assumem diretamente despesas essenciais. “Quando a renda familiar não é suficiente para cobrir esses compromissos, os atrasos podem aparecer nas contas registradas em nome delas”, ressalta.

A concentração de inadimplentes entre os 41 e os 60 anos também está relacionada, segundo Kaval, ao acúmulo de responsabilidades financeiras nessa etapa da vida. “Além disso, essa população geralmente possui mais acesso ao sistema financeiro, com cartões, financiamentos e empréstimos acumulados ao longo dos anos. Isso amplia a exposição ao risco de inadimplência quando ocorre algum desequilíbrio na renda”, observa.

Dicas

O crescimento da inadimplência, na avaliação de Kaval, é resultado principalmente do desequilíbrio entre a capacidade de pagamento das famílias e o custo das obrigações financeiras. Juros elevados encarecem o crédito e fazem com que dívidas inicialmente pequenas se transformem em problemas maiores. Ao mesmo tempo, famílias que trabalham e recebem salários enfrentam dificuldades para conciliar despesas básicas, consumo e prestações.

“A facilidade de acesso a cartões, empréstimos e parcelamentos nem sempre vem acompanhada de planejamento financeiro. [...] O problema não é apenas que o brasileiro está devendo mais, mas que uma parcela crescente da renda já chega comprometida, e qualquer imprevisto pode transformar uma dívida administrável em inadimplência”, afirma.

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Para quem já enfrenta dificuldades, o primeiro passo é fazer um diagnóstico da situação financeira, relacionando todas as dívidas, os juros, os vencimentos e as despesas mensais. A recomendação é registrar as informações em uma planilha, aplicativo ou mesmo no papel.

Kaval orienta que o consumidor priorize as dívidas com juros mais elevados, como cartão de crédito rotativo e cheque especial. Outra medida é evitar novos parcelamentos enquanto o orçamento estiver desequilibrado e envolver os demais integrantes da família na reorganização financeira.

“É preciso buscar descontos e condições melhores, mas aceitar somente parcelas que possam ser pagas sem comprometer a alimentação, a moradia, a saúde e outras necessidades básicas”, alerta.

Políticas

O avanço da inadimplência também coloca em discussão a efetividade das políticas de renegociação de dívidas, ampliadas em larga escala no governo Lula 3. Para Kaval, iniciativas como o Desenrola são importantes por oferecerem descontos e condições de pagamento, mas têm uma limitação: atuam sobre débitos já existentes, sem necessariamente modificar os fatores que levam as famílias a contrair novas dívidas.

O economista ressalta que a ampliação das oportunidades de renegociação precisa vir acompanhada de mudanças na relação das famílias com o crédito. Caso o consumidor consiga quitar uma dívida, mas volte a contratar empréstimos e parcelamentos sem reorganizar o orçamento, o alívio poderá ser temporário.

“A educação financeira não faz o dinheiro aparecer onde ele não existe; ela ajuda a tomar decisões melhores com os recursos disponíveis. Mas, para milhões de brasileiros, o desafio também é ter renda suficiente para viver com dignidade”, conclui.

A Serasa inicia nesta terça-feira (3) mais uma edição do Feirão Limpa Nome, com a participação de 3,3 mil empresas parceiras. Até 6 de dezembro, serão disponibilizadas mais de 750 milhões de ofertas de negociação, com descontos de até 99%. As negociações podem ser feitas pelo site ou aplicativo da Serasa e pelo WhatsApp oficial, no número (11) 99575-2096.

Por Maysa Sena - Folha de Pernambuco

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

EUA - COPILOTA DE JATO QUE CAIU NA FLÓRIDA TINHA 20 ANOS E É DE FAMÍLIA BRASILEIRA


A copilota brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, está entre as nove pessoas que morreram no trágico acidente aéreo ocorrido no último domingo (1º), na Flórida, nos Estados Unidos. A jovem foi identificada pelo jornal americano New York Post, que informou ter confirmado a informação com a mãe dela, Camila Gadelha. A informação ainda não foi confirmada por autoridades, mas a notícia já está sendo veiculada em redes sociais e em veículos de comunicação norte-americanos.

Ainda não há informações também se ela nasceu no Brasil ou em território americano. A jovem conquistou a licença de piloto privado em outubro de 2023, aos 17 anos, quando ainda cursava o ensino médio. Na época, o feito chamou a atenção da imprensa local, já que ela obteve a habilitação para pilotar aeronaves antes mesmo de tirar a carteira de motorista.

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O acidente envolveu um jato executivo Learjet 60, que havia partido de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A aeronave caiu em uma área residencial do condado de Palm Beach e provocou uma explosão. Todas as nove pessoas a bordo morreram. As causas da queda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB).

Fonte - Diário de Pernambuco

JORNADA DE TRABALHO - FIM DA ESCALA 6 X 1 DESAFIA EMPRESAS E PODE PRESSIONAR PREÇOS AO CONSUMIDOR


A menos de dois meses da entrada em vigor do fim da escala de trabalho 6x1, setores produtivos alertam para o risco de aumento dos custos operacionais e de repasse aos preços de produtos e serviços. A mudança, que começa a valer em 15 de dezembro, garante duas folgas semanais aos trabalhadores abrangidos pelas novas regras e reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. Enquanto entidades empresariais projetam impactos sobre a inflação e o emprego, especialistas apontam que a reorganização das jornadas também pode estimular a produtividade e abrir novas oportunidades de consumo.

Promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro, a Emenda Constitucional nº 141/2026, originada da PEC 221/2019, estabelece um período de transição para a implementação das novas regras. A primeira etapa começa em 15 de dezembro de 2026, quando a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, observadas as disposições específicas da legislação.

Na segunda e última etapa da transição, prevista para dezembro de 2027, a carga horária máxima permitida será reduzida de 42 para 40 horas semanais. A implementação gradual busca permitir que a indústria, o comércio e o setor de serviços reorganizem equipes, revejam escalas e ajustem seus custos antes da adoção integral da nova jornada.

Regras jurídicas e divisão das folgas

O advogado trabalhista e presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB Olinda, João de Castro, explica que as folgas não precisam necessariamente ser consecutivas, podendo ser distribuídas em dias alternados.

"No calendário mensal, o trabalhador precisa ter obrigatoriamente duas folgas por semana. Caso a empresa faça um acordo coletivo com o sindicato ou um aditivo para incluir em convenção coletiva, é possível que o funcionário cumpra a escala 6x1 em uma semana e 4x3 na outra", detalha.

O advogado destaca que a emenda prevê particularidades para atividades consideradas essenciais, inadiáveis e contínuas, como serviços médico-hospitalares, de segurança pública, transporte coletivo e vigilância.

"Para esses serviços, a única medida que o governo fará é a flexibilização para que elas possam ser 12x36, mas a redução de horas trabalhadas de 44 para 42 e de 42 para 40, com duas folgas semanais, não tem como deixar de existir para essas atividades", pontua.

João de Castro ressalta que ainda há necessidade de esclarecimentos jurídicos sobre a aplicação das novas regras, especialmente em relação à distribuição das folgas e às possibilidades de compensação.

"O prazo de 60 dias é muito curto para a adequação. As empresas enfrentam dificuldades sobre as duas folgas. Como, por exemplo, se é possível pagar uma folga dobrada. São perguntas que ainda suscitam muitas dúvidas", destaca.

Outra questão envolve a aplicação das regras aos empregados de microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs), diante da previsão de regulamentação complementar para esses segmentos.

"A Emenda Constitucional estabelece que os funcionários de MEI, ME e EPP não foram abarcados nesse período de transição. A regulamentação acontecerá através de lei complementar", afirma João de Castro.

Entidades do setor produtivo alertam para aumento de custos

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), por meio de nota, manifestou apoio ao posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que considerou preocupante a aprovação da medida de redução da jornada de trabalho.

"Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada pelo Congresso Nacional causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país. Para a entidade, a mudança aprovada representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional", diz o comunicado.

A federação fundamentou seu posicionamento em levantamento da CNI que estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderá elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e provocar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões.

O estudo também projeta uma possível alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. De acordo com as estimativas da entidade, as compras em supermercados poderão ficar 5,7% mais caras, enquanto os produtos industrializados teriam aumento médio de 6%. Nos segmentos de vestuário e calçados, a elevação projetada chega a 6,6%.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) classificou o fim da escala 6x1 como uma "tragédia socioeconômica" para o setor de alimentação fora do lar. A entidade argumenta que a mudança poderá reduzir a produtividade e elevar os custos com a folha de pagamento em até 20%.

Segundo a associação, a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada para preencher as lacunas provocadas pela redução da jornada poderá levar estabelecimentos a diminuir seus horários de atendimento ou até deixar de funcionar em determinados dias da semana.

Além dos impactos operacionais para as empresas, a Abrasel alerta para possíveis reflexos sobre os consumidores. Na avaliação da entidade, parte do aumento dos custos com mão de obra poderá ser repassada aos preços dos cardápios e serviços.

Produtividade e estímulo à economia do lazer

Ao avaliar a redução da jornada de trabalho, a economista, conselheira do Conselho Regional de Economia da 3ª Região (Corecon-PE) e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Poema Isis de Souza, pondera que, embora exista o risco de repasse de custos ao consumidor e de aumento do desemprego, esses impactos podem ser minimizados com planejamento e ganhos de produtividade nas empresas.

"Existe o risco de uma parte desse custo ser repassado ao preço final e de haver aumento do desemprego? Existe. Porém, deve haver conscientização, planejamento dessas jornadas internas nas empresas e a observância na produtividade, que é o quanto o trabalhador está se dedicando e criando a mais. É factível que os empregadores achem que o custo vai aumentar, mas não se deve ignorar o modelo desejável de sociedade, em que as pessoas possam ter uma qualidade de vida melhor", pontua a economista.

A conselheira do Corecon-PE também destaca que a redução da jornada tem potencial para aquecer a economia local, gerando novas oportunidades de negócios a partir da ampliação do tempo livre dos trabalhadores.

"Se a pessoa está em casa, ela vai demandar outros serviços que serão ofertados por empresas e novos setores. Isso também faz a economia do lazer e do turismo aquecer. Em dias de descanso, essas pessoas vão frequentar praias e restaurantes, além de consumir mais em supermercados. Temos, portanto, um contraponto com essa nova demanda que vai surgir, já que o trabalhador estará mais disponível para consumir e realizar atividades para as quais antes não tinha tanto tempo. Setores como o de lazer, turismo, restaurantes e alimentação fora do lar podem ter um impacto positivo e se reaquecer sob essa perspectiva", analisa Poema Isis de Souza.

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Por Marlon Júlio - Diário de Pernambuco

NOVEMBRO AZUL - CÂNCER DE PRÓSTATA MATOU 50 HOMENS POR DIA NO BRASIL EM 2025


Cerca de 18,5 mil homens morreram no Brasil em 2025 vítimas do câncer de próstata. Isso equivale a 50 mortes por dia, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

De acordo com a SBU, de 2017 até setembro deste ano, foram registradas mais de 160 mil mortes pela doença. E há uma tendência de alta. O número de óbitos em 2025, é 20% maior do que há dez anos (15,4 mil óbitos).

Neste ano, a previsão é de que mais de 77 mil novos casos do agravo sejam diagnosticados no país, fazendo com que esse seja o tipo de câncer mais comum entre os homens.

De acordo com a SBU, quando diagnosticada na fase inicial, a doença tem 90% de chances de cura. O problema é que, nessa fase, o paciente ainda não consegue perceber os sinais do câncer.

Apenas quando o tumor está em estágios mais avançados, costumam surgir sintomas como presença de sangue na urina ou no sêmen, aumento da frequência urinária, fluxo urinário fraco ou interrupções ao urinar, disfunção erétil e dores nos ossos.

“Uma doença silenciosa em suas fases iniciais, como é o câncer de próstata, que oferece nessa fase inicial 90% de chance de cura, ela precisa ser procurada e rastreada, pois esperar que os sintomas apareçam pode levar a uma perda da chance de cura. Esperar sentir dor ou ter dificuldade para urinar significa muitas vezes chegar tarde demais ao diagnóstico”, alerta o presidente da SBU, Roni Carvalho Fernandes.

Campanha

Neste mês, a SBU realiza a campanha Novembro Azul, que busca conscientizar a população masculina para os riscos desse tipo de tumor, o qual afeta a glândula responsável por produzir o líquido do sêmen que nutre e protege os espermatozoides.

“O homem brasileiro, historicamente, se cuida menos do que a mulher. E essa campanha é uma chance para que este homem assuma o protagonismo da sua própria saúde e passe a entender que prevenção e diagnóstico precoce também é uma atitude de homem”, explica.

Segundo ele, a SBU tem notado uma preocupação maior do homem com a saúde de seu aparelho urológico e reprodutor, nas últimas duas décadas.

“É uma mudança cultural importante. O homem, que antes nem queria ouvir falar de ir ao urologista, agora busca informações e agenda suas consultas com mais naturalidade. No entanto, o desafio continua gigante”, destaca.

A investigação é feita com dois exames de rotina: medição do nível de PSA (antígeno prostático específico) no plasma sanguíneo e avaliação do tamanho, forma e textura da próstata, através do exame de toque retal. O diagnóstico é feito por biópsia caso haja suspeita de tumor.

A recomendação da SBU é que homens a partir de 50 anos procurem um urologista para uma avaliação individualizada. Para pessoas com histórico familiar da doença, para negros e para obesos, a recomendação é começar com o rastreio aos 45 anos.

Novidades no tratamento

Em 2026, de acordo com a SBU, a cirurgia da próstata assistida por robô foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a realização de ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e crioblação.

O HIFU é um método pouco invasivo, que direciona ondas de ultrassom para o local exato do tumor. A grande quantidade de energia focada no ponto resulta na destruição do tecido canceroso.

Já a crioblação é feita através de agulhas muito finais que são inseridas no local do tumor e injetam um gás congelante, o que provoca a morte das células tumorais.

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Robótica

A cirurgia de câncer de próstata por robótica é como se fosse uma cirurgia laparoscópica. O procedimento inclui portais que são colocados no abdomen ou no tórax do paciente, dependendo de onde será a cirurgia, por onde entram equipamentos chamados pinças. As pinças são acopladas aos braços robóticos que são manipulados ou coordenados pelo cirurgião, que se encontra sentado fora do acesso ao paciente, em um local chamado console. Contudo, sempre junto ao paciente tem outro cirurgião que auxilia no procedimento. A cirurgia robótica permite que o cirurgião tenha uma visão 3D ampliada e um controle mais preciso dos movimentos.

A cirurgia laparoscópica difere da cirurgia endoscópica, em que o equipamento (pinça) entra no paciente pela uretra, para raspagem da próstata, quando não há câncer no local. Almeida reafirmou que os pacientes com câncer de próstata localizado submetidos à cirurgia têm estimativa de cura, em tumores sem metástese, que chega até a 98% da doença.

Fonte - Agência Brasil

domingo, 1 de novembro de 2026

VOTAÇÃO - ELEIÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS DEFINE FUTURO DE TRUMP


Os cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos (EUA) vão às urnas na próxima terça-feira (3) para eleger todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes, além de 35 das 100 cadeiras do Senado. Os estadunidenses ainda devem escolher governadores em 36 dos 50 estados do país.

O resultado define o futuro do presidente Donald Trump na Casa Branca porque os democratas podem conquistar maioria no Congresso, o que teria repercussões políticas também para o Brasil.

Isso porque a oposição tem questionado a Casa Branca sobre supostas interferências de Trump no Brasil, como o financiamento dos EUA para campanhas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, as duas casas legislativas contam com uma apertada maioria de republicanos, o que concede maior liberdade para Trump implementar suas políticas.

Pesquisas de opinião têm indicado uma vitória dos democratas devido, entre outros motivos, ao aumento do custo de vida da população. A guerra iniciada por Trump contra o Irã é apontada como uma das causas da inflação já que aumentou o preço dos combustíveis após as restrições a navegação no Estreito de Ormuz.

Ao longo dos últimos meses, a desaprovação do presidente dos EUA vem crescendo e alcançou 61%, contra 36% de aprovação, segundo uma média de pesquisas calculada pelo jornal The New York Times.

Nesse cenário desfavorável, Trump prometeu pagar US$ 5 mil para cada adulto do país caso os republicanos vençam as eleições da Câmara e do Senado e tem viajado o país nos últimos dias em campanha para os aliados.

Paulo Abraão é diretor-executivo da Brazil Office Alliance – organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA – e avalia que o resultado da eleição vai definir o controle que o Legislativo terá sobre o presidente Trump.

“Se a oposição conquistar uma das Casas, poderá ampliar investigações, exigir explicações do governo e dificultar sua agenda legislativa. O controle da Câmara é particularmente relevante para a fiscalização”, explicou à Agência Brasil.

Abraão acrescentou que o controle do Senado dá poder para confirmar ou rejeitar a nomeação de autoridades e juízes.

“Se os republicanos mantiverem as duas Casas, Trump terá condições políticas mais favoráveis para avançar sua agenda, embora isso não elimine divergências dentro do próprio partido”, completou o diretor da Brazil Office Alliance.

Sobre o processo eleitoral, Trump vem lançando uma série de dúvidas relacionadas à segurança do sistema nos EUA. Em 2020, ao perder para Joe Biden, Trump acusou a eleição de ter sido fraudada, mas não apresentou provas. Na última semana, quando questionado por jornalistas, Trump disse que respeitaria o resultado “se forem eleições honestas”.

Política externa

Há uma expectativa de que uma vitória democrata promova alguma mudança na política externa dos EUA, em especial, em relação à guerra no Irã. O especialista Paulo Abraão pondera que a Presidência dos EUA tem uma ampla margem de ação na política externa, ainda que sem maioria no Parlamento.

“Um Congresso mais independente pode aumentar os custos políticos, fiscalizar decisões e disputar recursos, sem comandar a diplomacia”, destacou.
Repercussão para o Brasil

O enfraquecimento político de Donald Trump, caso perca maioria em uma ou nas duas Casas do Congresso, deve repercutir também nas relações dos EUA com o Brasil, marcada pelo tarifaço e atritos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Abraão avalia que os democratas podem ampliar a investigação sobre a atuação da família Bolsonaro nos EUA, expondo suas conexões com o governo Trump.

“Parlamentares democratas já vêm cobrando explicações [sobre supostas interferências de Trump no Brasil]. O ponto central seria esclarecer se instrumentos do Estado americano foram utilizados para favorecer um grupo político estrangeiro, por quais razões e sob quais fundamentos”, argumentou.

Ele aponta que uma investigação parlamentar poderia apurar a denúncia contra a Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, de favorecer o candidato Flávio Bolsonaro durante a eleição no Brasil.

A redução do alcance nas redes das contas ligadas ao candidato Lula foi justificada pela big tech como “problemas técnicos”.

"Uma mudança no controle do Congresso pode transformar cobranças, hoje expressas em cartas, em investigações com maior capacidade de produzir provas e exigir respostas. Isso não é automático, depende das prioridades da nova maioria e pode enfrentar resistência e disputas judiciais", finalizou o também professor de direito Paulo Abraão.

Nas últimas semanas, congressistas democratas têm questionado a Casa Branca, por meio de cartas, desde a ação da Meta nas eleições brasileiras, até a decisão de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Na última quinta-feira (30), os democratas cobraram explicações sobre o envolvimento da Casa Branca na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, apesar da Justiça brasileira ter proibido a saída do parlamentar. Flávio responde processos por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

Por Lucas PorDeus León - Agência Brasil