Os Correios insistem para que o Tribunal Superior do Trabalho ( TST) declare a greve dos trabalhadores abusiva. Segundo técnicos a par das discussões, a direção da estatal apresentou novos documentos na sexta-feira pela abusividade da paralisação. Com isso, a sessão do dissídio coletivo, marcado para esta segunda-feira, foi suspenso.
Desafio: TST determina que trabalhadores dos Correios mantenham 80% do efetivo durante greve
Financiamento: Correios estimam receber novo empréstimo de R$ 7 bilhões na próxima semana.
Uma reunião foi marcada para a próxima quinta-feira para que as entidades representativas dos empregados da estatal possam se manifestar. Após tentativas fracassadas do TST na mediação entre as partes para se chegar a um acordo em torno do aumento salarial da categoria e início da greve em 10 de setembro, a estatal apresentou pedido de dissídio coletivo, além de pedido para declarar a abusividade da greve.
O pedido foi parcialmente atendido e a Corte determinou que 80% do efetivo fossem mantidos para assegurar a continuidade dos serviços. Os novos documentos apresentados pelos Correios têm caráter sigiloso, segundo técnicos. A estatal não informou os efeitos da paralisação na operação e também não quis comentar o adiamento da decisão sobre o dissídio coletivo.
No pedido de dissídio coletivo enviado ao TST a direção da empresa alegou a necessidade de controlar despesas em meios aos planos de reestruturação. Segundo a estatal, 89% das receitas dos Correios são direcionadas para o pagamento de salários e benefícios, o que tornaria a sua recuperação inviável.
A greve começou depois que a estatal e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.
A empresa defende a retirada da condição de mantenedora do plano de saúde, com a manutenção de plano ainda com subsídio da empresa ao empregado. Na prática, a empresa deixa de correr o risco atuarial em sua totalidade, que representa provisões de quase R$ 600 milhões.
Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. Um dos pontos de consenso é o reajuste salarial de 4,35% pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto. Um dos principais impasses são as mudanças proposta pela empresa no plano de saúde.
Enquanto dura o impasse, os Correios aguardam uma definição sobre o empréstimo R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. No final do ano passado, a empresa precisou fazer outro, no valor de R$ 12 bilhões nas mesmas condições para pagar dívidas atrasadas e regularizar a operação.
Fonte - Agência O Globo






.jpeg)


.jpeg)













.jpg.jpeg)