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sexta-feira, 1 de maio de 2026

PERNAMBUCO - ADAGRO INICIA EM MAIO A CAMPANHA DE ATUALIZAÇÃO CADASTRAL 2026


Produtores pernambucanos devem ficar atentos para a primeira etapa da Campanha de Atualização Cadastral 2026, que acontece de 1 a 31 de maio de forma presencial, em todos os 162 escritórios da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco - Adagro, - incluindo os que estão em funcionamento com o apoio das prefeituras, ou pela internet, para aqueles eu estiverem com seu cadastro em dia e tiverem senha de acesso, por meio do site www.adagro.pe.gov.br, acessando o Sistema de Integração Agropecuária - Siapec.

Todo criador de animais precisa comparecer obrigatoriamente para atualizar a ficha sanitária de todos os animais. Quem não comparecer terá o seu cadastro bloqueado, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), ficando sujeito à advertência e multa, além de ficar impedido de acessar créditos agropecuários.

Instituída pela Portaria Adagro nº 065, de 30 de outubro de 2024, a campanha obrigatória de atualização ocorre duas vezes por ano (maio e novembro). “O objetivo é promover o controle sanitário, aperfeiçoar as ações de proteção e monitoramento da sanidade animal, além de garantir o trânsito seguro de animais que circulam no estado”, informa o diretor-presidente da Agência, Moshe Dayan Fernandes.

Saiba o que informar - Para atualizar os rebanhos, o produtor deverá informar os seguintes dados: quantitativos de animais existentes, incluindo nascidos e mortos após a última campanha (realizada em maio), por espécie, sexo e faixa etária; documento pessoal (CPF ou CNPJ) e da propriedade, além da localização geográfica.

Números - Devem atualizadas pelo produtor rural as informações de todos os animais sob a sua responsabilidade: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equídeos, aves comerciais e de subsistência, animais aquáticos e abelhas. De acordo com dados do Siapec, Pernambuco conta com 218,9 mil propriedades rurais e 259 mil produtores cadastrados. Os maiores rebanhos são: ovino (3,5 milhões de animais), caprino (3 milhões), bovino (2,63 milhões de cabeças de gado), equino (94,3 mil), suíno (75,1 mil) e aves (60,9 mil).

Toda a equipe de fiscais estaduais agropecuários e assistentes de defesa agropecuária da Agência está mobilizada para a Campanha durante todo o mês. Moshe Dayan Fernandes, lembra que Pernambuco e o Brasil receberam em 2025 o reconhecimento do status de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e a atualização cadastral é de extrema importância para a manutenção desse status sanitário do Estado.

O coordenador do Programa de Vigilância da Febre Aftosa da Adagro, Edmilson Martins reforça que “a ação é fundamental para gestão e a defesa agropecuária de Pernambuco e os dados sobre quantidade de animais e localização das propriedades permite uma rápida resposta em caso de notificação de alguma doença, além de colaborar com a formulação de políticas públicas voltadas para o agro, além de reforçar a nas atividades de fiscalizações de trânsito agropecuário e maior controle sanitário de eventos como feiras, leilões e exposições, onde ocorre aglomeração de animais”.

Desafio – Ainda tem sido um desafio para a Adagro aumentar os índices de atualização cadastral dos rebanhos de caprino, ovino e suíno - Este ano, a equipe da Gerência de Defesa Animal está reforçando o comparecimento dessas espécies para garantir um melhor índice de atualização. A superintendente de Defesa e Inspeção Animal da Adagro, Samy Bianchini, explica que é a partir dessas informações que as ações são planejadas e é realizado o monitoramento de defesa animal, garantindo uma sanidade efetiva dos rebanhos pernambucanos.

Geolocalização - Um dos requisitos da atualização cadastral é a comprovação da localização da propriedade rural, com as coordenadas geográficas. Isso vai permitir uma maior precisão no controle sanitário, facilitando a chegada das equipes de fiscais e assistentes à propriedade, em caso de suspeitas de doenças e na realização de ações de defesa sanitária. O produtor que não dispor de um aparelho de GPS para determinação exata das coordenadas, deve procurar o escritório da Adagro para receber orientação sobre como obter a localização do seu sítio ou fazenda.

Serviço

Atualização Cadastral de Rebanhos de Propriedades do Estado de Pernambuco

Quando: De 1 a até 31 de maio de 2026

Onde: Todos os escritórios da Adagro nos horários das 8h às 17h
Pela Internet: acessando www.siapec3.adagro.pe.gov.br - Sistema de Integração Agropecuária - Siapec - PE (acesso exclusivo para produtores com cadastro atualizado)

Informações: Site: www.adagro.pe.gov.br

Telefone: 0800 081 1020

Jaqueline Macêdo/ Assessoria de Comunicação da agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco - Adagro

LIBERDADE DE IMPRENSA ESTÁ EM QUEDA NAS DEMOCRACIAS - ALERTA RSF


Relatório sobre o ranking da liberdade de imprensa no mundo divulgado nesta quinta (30), pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, mostra que a pontuação média de todos os países juntos é a mais baixa dos últimos 25 anos. 
Segundo o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, a liberdade de imprensa teve queda expressiva também em Estados democráticos.

No levantamento, o Brasil é uma das exceções à regra. Subiu 58 posições desde o ano de 2022. No entanto, a maior parte do mundo enfrenta cenário de dificuldade. O representante da entidade defende que os estados democráticos precisam garantir a imprensa livre e plural para assegurar informação de qualidade à sociedade.
Diretor da Repórteres Sem Fronteiras para a América Latina, Artur Romeu - Repórteres sem fronteiras/Divulgação

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Artur Romeu:

Agência Brasil - A que se deve essa queda generalizada de liberdade de imprensa?

Artur Romeu - A pontuação média de todos os países do mundo juntos é a mais baixa desses 25 anos. Mas isso não significa que a pontuação tenha piorado muito do ano passado para cá. Quando você olha a curva da pontuação, você vê que essa queda no índice é algo constante.

Estamos em uma tendência de queda e, neste ano em particular, foi registrado o número mais baixo da série histórica. É um cenário muito ruim que mostra deterioração global das condições para o exercício do jornalismo.

Agência Brasil - Quais são os principais fatores?

Artur Romeu - É um conjunto de crises. Isso é uma crise das democracias no mundo. Se em algum momento da história estivesse mais claro que a liberdade de imprensa estava ameaçada em países que eram abertamente autoritários, o que a gente vê agora é que, mesmo em democracias, há práticas que minam o direito da liberdade de imprensa mais do que antes. Essas práticas têm a ver com assédio e de hostilizações.

Essa identificação do jornalista e dos meios de comunicação como inimigos públicos a serem combatidos vai fincando raízes, contaminando e contagiando um número maior de países, inclusive democracias. A gente vê um cenário de desinformação maior. E esse conjunto de fatores vai criando uma percepção geral de que está mais difícil ser jornalista.

Agência Brasil - Como a sociedade deve entender a importância da liberdade de imprensa?

Artur Romeu - Muitas vezes, a gente entende a liberdade de imprensa como um direito que pertence a jornalistas e meios de comunicação. Mas é fundamental a gente deslocar essa ideia.

A gente tem que valorizar a dimensão coletiva e a dimensão social do direito à liberdade de imprensa, na medida em que eu, como cidadão, preciso de informações de confiança, livres, independentes, íntegras, para tomar decisões importantes para mim, para as minhas escolhas.

Nesse sentido, o direito a uma informação livre, plural, independente, é um direito que pertence à sociedade como um todo. Todos nós precisamos dessa informação. Como direito à saúde, direito à moradia adequada, direito ao trabalho. É um direito vital para nossa participação na vida pública.

Agência Brasil - Nas Américas, vivemos em cenários múltiplos também, com crises de diferentes características, certo?

Artur Romeu - O continente americano tem tido uma deterioração muito significativa. Além de Estados Unidos e Argentina, Peru e Equador são outros países em que a situação piorou muito nos últimos anos. Os discursos públicos de Javier Milei [presidente da Argentina] e também as ações dele, como o fechamento da agência Telan, que era uma das maiores agências públicas de notícias da América Latina mostram isso. Ele fechou, na semana passada, a Casa Rosada para jornalistas.

No Equador e no Peru, houve jornalistas assassinados no ano passado. No Equador, também há um momento de instabilidade política com declarações sucessivas de estados de exceção e toques de recolher. O México é o país mais violento. É o país onde mais se matou jornalistas na América nos últimos 20 anos. Mais de 150 jornalistas assassinados desde 2010. É um país que segue baixo no ranking por conta de um cenário de violência extrema contra a imprensa em muitos estados mexicanos, mas que não teve grandes variações.

Agência Brasil - A Repórteres Sem Fronteiras faz recomendações para reverter essa tendência de queda na liberdade de imprensa?

Artur Romeu - É fundamental que haja uma valorização do trabalho jornalístico do ponto de vista realmente dos governos. O ranking não é uma avaliação de governos, mas sim das condições que estão colocadas, nas quais os governos têm um papel também fundamental.

O ponto central aqui em termos de recomendação é que, durante muito tempo, alguns atores entenderam que a garantia da liberdade de imprensa se dá apenas pela ausência de ingerência ou de interferência de governos.

O ponto é que isso não é suficiente. O governo não deve somente se abster de interferir como agentes de censura. Eles têm que proativamente agir para garantir um ambiente mais favorável ao jornalismo. Isso significa desenvolver políticas públicas e regulações que vão fortalecer essa possibilidade.

A gente precisa de novas legislações de regulação das plataformas e da inteligência artificial. A gente precisa de mecanismos de proteção. É necessário um conjunto de leis de fomento ao jornalismo com mais pluralismo e diversidade na mídia e com leis de incentivos.

Fonte - Agência Brasil

ARARIPINA - DIA 10/05 TEM A TRADICIONAL FESTA DAS MÃES NO CLUBE DO ARROCHA NA SERRA DO CAVACO COM RONNY DO ARROCHA E BINGO DE 500 REAIS


DOCUMENTO - SINDUSGESSO SOLICITA ADEQUAÇÃO DE NORMAS DE FRETE PARA PRESERVAR O POLO GESSEIRO DO ARARIPE


O Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) encaminhou ao Ministério dos Transportes um importante pleito em defesa da competitividade e da sustentabilidade do Polo Gesseiro do Araripe. O documento foi entregue ao ministro dos Transportes, George Santoro, pelo presidente da entidade, Joberth Granja, e pelo vice-presidente, Aurílio Machado, reforçando a preocupação do setor com os impactos das recentes regulamentações sobre o transporte de cargas no Brasil.

A agenda contou também com a participação dos empresários Fábio Monteiro, da SM Gesso, e Guilherme Lins, da Mineradora São Jorge, que contribuíram com a apresentação prática dos impactos enfrentados pelas indústrias da região.

No ofício, o Sindusgesso solicita a adequação das Resoluções nº 6.077/2026 e nº 6.078/2026 da ANTT, que tratam da política de pisos mínimos de frete. Segundo a entidade, a aplicação rígida dessas normas, sem considerar as especificidades logísticas da região, pode comprometer o escoamento da produção e afetar diretamente a competitividade de um dos principais arranjos produtivos minerais do país.

Responsável por cerca de 90% da produção nacional de gipsita, o Polo Gesseiro do Araripe desempenha papel estratégico na economia pernambucana e brasileira, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. No entanto, o setor enfrenta um cenário crítico: em muitos casos, o valor do frete já ultrapassa o próprio valor da mercadoria transportada, como a gipsita, tornando a operação economicamente inviável e agravando ainda mais a perda de competitividade.

O documento destaca que o custo logístico elevado, somado às atuais regras de frete, pode provocar o deslocamento da produção para outras regiões do país, além de favorecer a entrada de produtos importados, gerando desequilíbrio concorrencial e riscos socioeconômicos para o Sertão do Araripe.

Como proposta, o Sindusgesso sugere a aplicação de um percentual reduzido de 40% do piso mínimo de frete para os produtos da cadeia do gesso oriundos do Araripe, considerando suas particularidades logísticas. A entidade também solicitou a realização de uma reunião em Brasília com o Ministério dos Transportes para aprofundar o debate e construir soluções conjuntas.

Para o presidente Joberth Granja, a medida é urgente e essencial para evitar um cenário de colapso do setor. Já o vice-presidente Aurílio Machado reforça que a iniciativa busca não apenas defender a indústria, mas preservar empregos e garantir o desenvolvimento econômico de toda a região.

O Sindusgesso reafirma seu compromisso com o diálogo institucional e com a construção de alternativas que assegurem a competitividade, a eficiência logística e a sustentabilidade do Polo Gesseiro do Araripe.