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sábado, 6 de junho de 2026

ELEIÇÕES 2026 - DISPUTA PELO SENADO ESQUENTA EM PERNAMBUCO


Com duas vagas abertas para a próxima legislatura do Senado, a disputa começa a esquentar com a proximidade das convenções partidárias, previstas para começarem no dia 20 de julho e encerrarem no dia 5 de agosto. Do lado dos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), os espaços seguem abertos e a corrida pelos espaços foi intensificada na última semana. Enquanto isso, a Frente Popular já definiu os nomes do senador Humberto Costa (PT) e da ex-deputada Marília Arraes (PDT) como companheiros da chapa do pré-candidato ao governo, João Campos (PSB).

Nos corredores do Palácio das Princesas, quatro pré-candidatos disputam as vagas: o senador Fernando Dueire (PSD), os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), além do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil). Enquanto a definição dos nomes não aparece, os interessados deixam claro que a escolha ficará sob responsabilidade da governadora Raquel Lyra, que tem dito repetidamente que ainda não é o tempo certo para tal decisão.

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Estratégia

Em agenda na sexta-feira (5), a governadora repetiu que seu foco segue nas entregas administrativas e que questões eleitorais vão seguir o prazo da legislação eleitoral. “Se cuidarmos da eleição e descuidarmos do serviço, perdemos o prumo de fazer de Pernambuco um estado cada vez mais seguro”, afirmou. Na mesma linha da chefe do Executivo estadual, Fernando Dueire destacou que a definição será feita no prazo eleitoral e defendeu a estratégia da aliada. “Nós temos um calendário e tudo será decidido de forma efetiva sob a liderança dela”, continuou.

Um aliado de peso na definição da governadora também será a federação União Progressista. Nesta semana, líderes do projeto se manifestaram após Miguel Coelho admitir a possibilidade de lançar uma candidatura avulso ao Senado. Em reação, progressistas se manifestaram contra a proposta. A defesa da tese foi mantida por Miguel. “Se não houver a possibilidade, que haja a chance de termos candidaturas independentes”, disse, em entrevista à Rádio TMC, nesta sexta-feira (5).

Em meio ao impasse, um movimento chamou atenção na base da governadora. Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte participariam de reunião da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam) em Garanhuns, na última sexta-feira. O ato foi visto como sinalização de uma dobradinha. Contudo, Gadêlha acabou não participando do evento. Sem a presença do pessedista, Da Fonte recebeu no ato manifestações de apoio de lideranças do Agreste Meridional.

Aliança

Com a chapa da Frente Popular definida, Marília Arraes e Humberto Costa costumam ser presenças constantes ao lado de João Campos nas agendas pelo interior. A estratégia das lideranças está explícita nas ruas e nas redes: passar a mensagem ao eleitor de que ele deve fechar voto em todos os nomes da chapa. Neste projeto, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é fundamental.

Com o gestor federal pontuando com 56% da preferência do eleitorado na disputa presidencial, segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no mês passado, os líderes políticos costumam divulgar o slogan “time de Lula” para fixar a ideia no eleitorado pernambucano. Desde a última quinta-feira (4), Humberto e Marília cumprem agendas ao lado de João Campos. Os aliados seguem juntos em compromissos no Agreste e Sertão até a próxima segunda-feira.

“A gente tá falando de um time que vai jogar entrosado. É como aquele time em época de Copa do Mundo que entra em campo entrosado, sabendo jogar organizado na política. A gente tem coerência, a gente sabe onde está nacionalmente. É um time que todo mundo tem relação direta com o presidente Lula”, destacou João Campos em entrevista à uma rádio, em São Bento do Una, nesta sexta-feira.

Análise

O cientista político Alex Ribeiro destaca que a eleição para o Senado tem uma dinâmica própria. Ao contrário do embate pelo governo do estado entre Raquel Lyra e João Campos que já está ponto, a disputa pelo Senado tem cadência própria. “Neste momento, faltando 5 meses para a eleição, ainda está sendo definindo chapas e o eleitorado também não está focado nisso. Enquanto os nomes dos pré-candidatos ao governo estão em evidência, os senadores acabam ficando em segundo plano. Normalmente, a disputa pelo Senado costuma ser definida na reta final.”

Por isso, Ribeiro pondera que a disputa segue indefinida. “Humberto e Marília aparecem em vantagem nas pesquisas porque são os nomes mais conhecidos no momento, mas isso não caracteriza sucesso eleitoral. A disputa o governo costuma influenciar a eleição de, pelo menos um senador. São muitos fatores em jogo: estratégia, rumo da campanha, discurso, prefeitos. Tudo isso vai pesar.”

Por Edson Mota

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