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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

PERNAMBUCO - PMPE ENVIA 1.852 AGENTES PARA REFORÇAR SEGURANÇA NO INTERIOR DURANTE AS ELEIÇÕES


A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) enviou, na manhã desta quinta-feira (1°), após cerimônia no Quartel da PM, no bairro do Derby, Centro do Recife, 1.852 agentes para reforçar a segurança no interior do estado durante a eleição deste ano.

Do total, 1.449 PMs seguirão para o Agreste, enquanto 403 deles para o Sertão pernambuco, a fim de realizar, principalmente, a escolta das urnas eletrônicas, o combate aos crimes eleitorais e o atendimento às denúncias dos eleitores. O comandante-geral da PMPE, Ivanildo Torres, explicou que o lançamento de hoje faz parte de uma operação que concentra um número mais volumoso de agentes.

"É a maior operação da PMPE (para a eleição). No dia da eleição teremos mais de 13 mil policiais militares nas ruas. Vamos garantir a segurança de 3.364 locais de votação em 184 municípios e Fernando de Noronha", disse.

O lançamento integra o projeto Operação Eleições 2026, articulado pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE). Ao todo, foram investidos R$ 5.903.820,00 de recursos extras, revertidos, posteriormente,no emprego de 32.799 postos de trabalho para atuarem no intervalo de 1 a 5 de outubro.

O secretário de Defesa Social do SDS-PE, Alessandro Carvalho, explicou o papel desempenhado pelo efetivo no interior. Segundo ele, a primeira etapa é a escolta das urnas, que estão sendo transportadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

"(Os agentes) deverão fazer a segurança de urnas, pois, amanhã, o TRE fará o transporte de urnas para o interior do estado, e, no sábado, essas urnas serão entregues aos presidentes de cada seção. Então, há a necessidade de fazer a escolta dessas urnas, a guarda da entrega e a segurança do entorno do local de votação", exemplificou. O secretário também lembrou que a ação da PM é realizada em conjunto com outras instituições de segurança e inteligência públicas, tanto estaduais como federais.

"Estamos há meses planejando a operação. Cada instituição tem as (respectivas) atribuições. Só conseguimos um resultado positivo se todas desempenharem seu papel constitucional e legal, mas de forma integrada. Primeiramente, houve um trabalho interno de bastidores, de articulação com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), de análise de riscos para dimensionamento (da quantidade) do efetivo. (Além da) integração com as demais forças amigas, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF)", detalhou.

Por Beatriz Santana - Folha de Pernambuco

SERTÃO - HUMBERTO CUMPRE MARATONA DE AGENDAS AO LADO DE JOÃO CAMPOS E MARÍLIA ARRAES


O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, iniciou, no sábado (26), uma extensa agenda de compromissos de campanha pelo Sertão. Ao lado do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), ele passou por três municípios do Sertão do Pajeú em atividades da Frente Popular.

Em Serra Talhada, a agenda foi marcada por uma grande carreata que mobilizou militantes e apoiadores pelas ruas da cidade. Humberto seguiu no percurso acompanhado da prefeita Márcia Conrado (PT) e do candidato a deputado estadual Breno Araújo (PT), em um ato que reforçou a força do grupo liderado por Lula no município.

O roteiro no Pajeú incluiu ainda uma caminhada em Afogados da Ingazeira. Ao lado do prefeito Sandrinho Palmeira (PSB), o senador percorreu as ruas da cidade, conversou com moradores e recebeu o apoio de eleitores ao longo do trajeto.

Em Carnaíba, a Frente Popular promoveu uma caminhada pelo centro da cidade, que terminou em comício. Com a praça lotada, Humberto, João Campos e Marília Arraes discursaram para a população ao lado do prefeito Berg Gomes (PSB).

A passagem pelo Pajeú confirma a estratégia de Humberto Costa de intensificar a presença no interior de Pernambuco na reta final da campanha. No domingo (27), o senador seguiu para o Sertão do Araripe, onde também participou de eventos com a Frente Popular.

Fotos: Roberto Stuckert Filho

PIX POR APROXIMAÇÃO DEIXA DE TER TETO DE R$ 500 E CLIENTE DEFINIRÁ NOVO LIMITE COM O BANCO


O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras).

Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.

O que muda

Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500.

A partir de 1º de outubro:

o teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites;
os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta;
o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir.

Como ajustar

A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.

O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será:

acessar o aplicativo da instituição;
localizar as configurações do Pix;
acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

Como funciona

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.

Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.

Para ativar

abra a carteira digital do celular;
escolha a opção de vincular uma conta;
aplicativo do banco será acionado;
autorize a vinculação do Pix por aproximação.

Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

Para pagar

informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
confira os dados e o valor da cobrança;
aproxime o celular da máquina;
faça a autenticação exigida;
confirme o pagamento.

Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.

Atenção aos golpes

A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.

Entre os principais cuidados estão:

conferir o valor exibido na maquininha e no celular;
verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos;
não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
acompanhar as notificações das transações;
revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.

Modalidade em expansão

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês. Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão.

Por Wellton Máximo - Agência Brasil 

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