Depois do trecho de uma conversa ter virado alvo de críticas da oposição nas redes sociais, nos últimos dias, o ex-prefeito e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), partiu para o contra-ataque.
Desde que oficializou sua pré-candidatura e iniciou andanças pelo interior do estado, oponentes utilizaram pelo menos outros dois episódios, ligados direta e indiretamente à religiosidade, para questionar a postura do pré-candidato.
“Isso mostra o lado de como os adversários são capazes de colocar tudo numa conta política, quando na verdade isso é uma ilação”, disparou o ex-prefeito, pouco antes de participar da cerimônia que marcou o Dia de Pentecostes, promovida pela Arquidiocese de Olinda e Recife, no Ginásiio de Esportes Geraldão, na Imbiribeira classificando as críticas como distorções deliberadas e motivadas por puro interesse eleitoral.
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Oponentes observaram que João Campos retirou do pescoço uma corrente de ouro com uma medalhinha, antes de saudar populares, como se estivesse desconfiando das pessoas. Ele explicou carregar uma medalhinha, que pertenceu ao seu pai, e que acabava dificulando o som na hora de gravar vídeos.
Exploraram também o momento em que o ex-prefeito do Recife entrou em uma igreja em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, na hora em que fiéis rezavam um terço, e foi aclamado como “governador” por uma mulher, dentro do templo.
No caso mais recente, trouxeram à tona um vídeo em que ele, conversando com um grupo, em Jupi, no Agreste, relatava um causo em que alguém dizia que “se nada der certo, a gente vira ministro da eucaristia”. Ele lamentou o uso político da fé por setores que não integram sequer a comunidade cristã.
“Tem muita gente que utiliza de episódios cortados ou fora de contexto para querer construir uma mentira. O tempo de pós-verdade é isso: pega uma coisa fora de contexto para mudar. Inclusive, pessoas que não são nem da Igreja Católica tentando fazer um ataque à minha fé”, retrucou.
Sem mudança
Apesar da vigilância adversária sobre seus passos e discursos nas caminhadas para pavimentar o projeto majoritário, João Campos assegurou que não vai alterar seu comportamento público.
“Eu tenho feito tudo da forma que eu sou e vou continuar sendo. Não vou perder a minha leveza, espontaneidade e o gosto de fazer o que eu faço”, cravou o peessebista.
João Campos chegou ao Geraldão pouco antes da missa começar com a mãe, Renata Campos, e o irmão e deputado federal, Pedro Campos (PSB). Foi chamado por alguns de "governador" e recebido com muitos aplausos em um Geraldão lotado. Acenou para os fiés e tirou selfies.
Ficou ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e do pré-candidato a vice, Carlos Costa (Republicanos), na mesma fileira em que estavam adversários como a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e o líder da oposição na Câmara do Recife, vereador Felipe Allecrim (Novo). A missa durou aproximadamente duas horas.
"Pra gente é muito importante participar, não como uma figura pública mas como católico, do Dia de Pentecostes, que marca um momento de afirmação do Espírito Santo", sustentou, registrando a formação católica e ressaltando a magnitude do evento: "Poucas vezes eu fui a uma celebração tão grande como a essa de hoje, onde há pessoas de diversas cidades reunidas", enfatizou.
Por Betânia Santana - Blog da Folha

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