O organismo hormonal feminino age de forma muito diferente do masculino, exigindo maior atenção por parte dos médicos e das próprias mulheres. Devido à sua natureza cíclica, com variações mensais relacionadas ao ciclo menstrual e ao maior número de fases com alterações hormonais, muitas vezes elas tendem a enfrentar uma batalha silenciosa contra seus corpos.
Segundo a médica endocrinologista do Hospital Jayme da Fonte, Renata Figueiredo, “Diversos fatores podem desencadear desregulação hormonal feminina, desde fatores orgânicos, como obesidade, distúrbios na tireoide e síndrome metabólica, a fatores psicológicos ou de estilo de vida, como estresse crônico, privação de sono, alimentação e sedentarismo”, explica.
Os distúrbios hormonais mais frequentes nas mulheres são a endometriose, a síndrome dos ovários policísticos (SOP), os distúrbios tireoidianos, as alterações de prolactina e a menopausa.
Apesar de cada um possuir os seus próprios sintomas, alguns deles se fazem presentes com maior frequência como as alterações menstruais, infertilidade, diminuição de libido, desenvolvimento de osteoporose, ansiedade e depressão, ganho de peso e aumento no risco de problemas cardiovasculares.
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A médica Renata Figueiredo também traz um alerta: Uma mulher em idade fértil não deve passar mais de três meses sem menstruar, devendo procurar auxílio de profissionais o quanto antes caso isso ocorra.
“A mulher precisa ter atenção principalmente nas fases de mudanças hormonais. A puberdade, a fase reprodutiva, a gestação, o climatério e a menopausa. Durante a adolescência, por exemplo, há aumento nos níveis hormonais, enquanto na perimenopausa e menopausa há a queda. O acompanhamento deve ser feito até mesmo após a menopausa”, ressalta.
O tratamento desses distúrbios varia amplamente. Entretanto, algumas atitudes gerais, como treino de força, sono de qualidade e redução do estresse ajudam na regularização hormonal.
O Hospital Jayme da Fonte é referência na saúde pernambucana e conta com uma equipe multiprofissional especializada em diversas áreas, inclusive para acompanhamento com endocrinologistas e ginecologistas.
Fonte - Estúdio DP - Diário de Pernambuco

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