A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua referente ao fechamento de 2025 mostra mudanças importantes no mercado de trabalho de Pernambuco. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo IBGE, a força de trabalho no estado somou 4,133 milhões de pessoas no trimestre móvel de outubro a dezembro de 2025, o que representa uma leve queda de 0,4% em relação ao trimestre anterior e uma retração mais significativa de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2024.
A redução indica que parte da população deixou de buscar ocupação e migrou para a inatividade. O número de pessoas fora da força de trabalho chegou a 3,559 milhões, com crescimento de 0,8% no trimestre e de 6,3% em um ano. Esse grupo inclui aposentados, estudantes e pessoas que não procuraram emprego por diferentes motivos.
Apesar da diminuição da força de trabalho total, a população ocupada apresentou avanço no curto prazo. O número de trabalhadores ocupados atingiu 3,768 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 1% em relação ao trimestre anterior, embora ainda 2,1% abaixo do registrado um ano antes. Já a população desocupada caiu para 366 mil pessoas, com recuo expressivo de 12,3% no trimestre e de 16,9% na comparação anual.
Com isso, a taxa de desocupação no estado foi reduzida para 8,8%, uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Outro indicador relevante é a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas. Em Pernambuco, esse contingente recuou para 277 mil pessoas no quarto trimestre de 2025, queda de 14,2% no trimestre e de 18,1% frente ao mesmo período de 2024. A taxa de subocupação ficou em 7,4%, com redução tanto trimestral quanto anual.
O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) chegou a 208 mil, com leve alta de 1,2% no trimestre, mas queda de 7,9% em relação a um ano antes. Já a força de trabalho potencial somou 338 mil pessoas, mantendo trajetória de redução.
Ao reunir desocupados, subocupados por insuficiência de horas e integrantes da força de trabalho potencial, a população subutilizada totalizou 981 mil pessoas no estado. Apesar de ainda elevada, houve queda de 10,4% no trimestre e de 17,6% na comparação anual. A taxa composta de subutilização fechou em 21,9%, recuando 2,4 pontos percentuais no trimestre.
No que se refere aos rendimentos, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados foi estimado em R$ 2.728 no quarto trimestre de 2025. O valor não apresentou variação estatisticamente significativa nem em relação ao trimestre anterior nem na comparação com o mesmo período de 2024, mesmo em um contexto de desaceleração da inflação.
A informalidade segue como um dos principais desafios do mercado de trabalho pernambucano. Em 2025, 47,8% dos trabalhadores estavam em ocupações informais, a nona maior taxa do país. O percentual ficou abaixo da média do Nordeste (50,8%), mas acima da média nacional (38,1%). Ainda assim, o indicador mantém trajetória de queda desde 2022, retornando a patamares próximos aos do período pré-pandemia.
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Por Millena Galvão - Diário de Pernambuco

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