A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), por meio da Portaria nº 170/2026, de 18 de agosto de 2026, reconheceu a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra das Abelhas, instituída pela Auren Energia em abril deste ano. Com 100 hectares de Caatinga, a área passa a ocupar o posto de maior RPPN localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe. A novidade ganha ainda mais relevância em setembro, mês em que se celebra o Dia da Árvore (21/09), reforçando a conscientização sobre a importância da conservação dos ecossistemas naturais e da biodiversidade.
Localizada no Sítio da Paz, a área está integralmente inserida na APA, unidade de conservação federal que possui mais de 1 milhão de hectares distribuídos entre Pernambuco, Ceará e Piauí. A reserva também está próxima à Floresta Nacional do Araripe-Apodi (Flona Araripe), criada em 1946, e integra uma paisagem reconhecida por sua importância ambiental, cultural e geológica.
A relevância da RPPN dentro da APA da Chapada do Araripe reforça a estratégia da Auren Energia em proteger e recuperar 60 mil hectares em biomas estratégicos até 2030. “Ao proteger permanentemente mais de 100 hectares de Caatinga, contribuímos para preservar a biodiversidade e fortalecer a conservação de um bioma exclusivamente brasileiro. A iniciativa também reforça que conservar significa proteger as florestas que permanecem, conhecer sua biodiversidade e criar condições para que esses territórios continuem preservados no futuro. Esse é um caminho que conecta sustentabilidade, responsabilidade ambiental e o cuidado com o patrimônio natural que compartilhamos com as próximas gerações”, disse Jarbas Amaro, gerente de sustentabilidade da Auren Energia.
O diagnóstico ambiental identificou uma formação de Vegetação Arbórea Fechada, caracterizada pela presença significativa de árvores e pela diversidade da flora nativa. Especialistas percorreram diferentes pontos da área para identificar as espécies e avaliar as características e o estado de conservação da vegetação. Entre as espécies registradas estão o visgueiro, a catingueira, o jatobá, a jurema-branca, o amarelo, a faveira, o murici e o pau-d’óleo, árvores que ajudam a caracterizar a riqueza vegetal da Caatinga encontrada na região.
Durante o estudo, também foram identificadas e georreferenciadas 21 árvores matrizes. A seleção considerou características como porte, sanidade e representatividade das espécies, buscando identificar indivíduos com características relevantes para a conservação e a obtenção de material genético vegetal. Essas árvores passam a integrar o Plano de Coleta e Conservação de Germoplasma da RPPN Serra das Abelhas.
Na prática, o plano estabelece critérios e procedimentos para a coleta, o beneficiamento e o armazenamento de sementes de espécies nativas, além do acompanhamento de sua viabilidade ao longo do tempo. A proposta inclui ainda a implantação de um banco de germoplasma, estrutura destinada à conservação desse material genético e que poderá contribuir para futuras iniciativas de restauração e recuperação da vegetação nativa. Dessa forma, o conhecimento produzido pelo diagnóstico ambiental passa a apoiar ações de conservação que podem contribuir para manter a diversidade da flora da RPPN no longo prazo.
Preservar a Caatinga é valorizar o território
Exclusivamente brasileira, a Caatinga possui uma biodiversidade adaptada às condições do semiárido e representa parte importante do patrimônio natural do país. Na Chapada do Araripe, sua conservação se conecta a um território que reúne unidades de conservação, patrimônio geológico e manifestações culturais.
Em Exu, município onde nasceu Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, natureza e cultura fazem parte de uma mesma paisagem. A RPPN Serra das Abelhas integra esse território como mais uma área destinada permanentemente à conservação. A iniciativa também dá continuidade à atuação da Auren na proteção da Caatinga. Em Colônia do Piauí, a companhia mantém a RPPN Flor da América, com 560 hectares protegidos permanentemente.
Informações à Imprensa/ Infomuts
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