O programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV) nasceu, em 2009, com a missão de proporcionar moradia às famílias em situação de vulnerabilidade e às com renda insuficiente para obter crédito imobiliário. O escopo contempla financiamentos, habitação social, regularização fundiária e requalificação de imóveis urbanos. Ao longo dos anos, a relevância do programa foi crescendo também para as empresas da indústria da construção.
De acordo com o estudo Panorama do Mercado Imobiliário do Recife e Região Metropolitana, realizado pela Brain Inteligência Estratégica para a Ademi-PE, no primeiro semestre de 2026, o MCMV foi responsável por 62,8% das unidades residenciais vendidas no Grande Recife e por 44,5% dos lançamentos. Não chega ser uma tábua de salvação, mas é um reforço e tanto para o setor.
Essa importância do programa federal, no entanto, não é exclusividade de Pernambuco. Segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgado na última semana, essa realidade é nacional. A pesquisa, também realizada pela Brain, aponta um total de 113.988 unidades habitacionais comercializadas no primeiro semestre sob o MCMV, o equivalente a 50,3% de todas as vendas no país (226.536).
Evidentemente, há diferenças regionais. Enquanto o programa foi responsável por 67% das vendas na Região Norte no segundo trimestre do ano, na Região Sul respondeu por apenas 29%. No Sudeste foram 58% e no Nordeste, 56%.
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