Foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nesta terça-feira (14), o aumento para 32% do percentual de etanol anidro na gasolina. Inicialmente válida por 180 dias, a medida pode ser prorrogada uma vez por igual período. Em junho de 2025, a mistura obrigatória havia sido elevada de 27,5% para os atuais 30%.
De acordo com o CNPE, a decisão leva em conta a volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis. "Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira", disse em nota.
O conselho também negou que a mistura possa causar danos aos automóveis: "No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex”.
Com a adoção do E32, a necessidade de importação de gasolina pode ser reduzida em cerca de 500 milhões de litros por mês, segundo o Ministério de Minas e Energia. O volume, conforme a pasta, seria o bastante para tornar o Brasil autossuficiente no abastecimento do combustível.
A proposta faz parte da política do Combustível do Futuro, um marco regulatório que busca ampliar o uso de combustíveis renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.
Com informações do portal g1.

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