De acordo com dados do programa, as aves representam o grupo mais diversos, com 105 espécies identificadas até o momento e 9.597 registros, seguidas por morcegos (26 espécies e 4.027 registros), mamíferos terrestres (17 espécies e 361 registros) e répteis e anfíbios (28 espécies e 219 registros). Entre os destaques, estão espécies como o periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum), bico-virado-da-caatinga (Megaxenops parnaguae), o pompeu (Hylopezus ochroleucus) e o rato-palhaço (Wiedomys pyrrhorhinos), endêmicos da Caatinga, além do gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), classificado como espécie vulnerável pela IUCN Red List (União Internacional para a Conservação da Natureza). Destacam-se também os registros de espécies pouco comuns como o veado-catingueiro (Subulo gouazoubira), o gato-mourisco (Herpailurus yagouarandi) e o papagaio maracanã verdadeiro (Primolius maracana).
“A Auren é uma empresa comprometida com a conservação da biodiversidade em todos os biomas onde atua, incluindo a Caatinga, um bioma 100% brasileiro, de enorme riqueza de fauna e flora. Muitas vezes pouco percebida, essa diversidade tem papel essencial para o equilíbrio ambiental e para o desenvolvimento sustentável das comunidades do semiárido. Ao investir em estudos e monitoramentos como este, que integram um amplo pacote de conservação do bioma, contribuímos para a preservação do meio ambiente e para o fortalecimento social e econômico das pessoas que vivem nesse território”, destaca Jarbas Amaro, gerente de Sustentabilidade da Auren.
O monitoramento da fauna é realizado por métodos não invasivos, como o uso de armadilhas fotográficas (câmeras trap), gravações bioacústicas e observação de vestígios naturais (pegadas, fezes, carcaças e abrigos). Essas técnicas evitam o estresse dos animais e permitem o registro de comportamentos em seu ambiente natural.
O monitoramento também conta com amostragem acústica de morcegos, o que ampliou a precisão dos registros e possibilitou a identificação de espécies raras ou de baixa ocorrência. A aplicação da bioacústica nos monitoramentos realizados nos parques eólicos da Auren permitiu o registro de espécies de morcegos pouco comuns e que voam alto, além da ecolocalização (sonar, ultrassom) mais apurada, sendo mais pontual o registro através de métodos convencionais de monitoramento de fauna.
“Estamos construindo um legado de conhecimento sobre a fauna da Caatinga, um bioma de importância imensa para o equilíbrio ecológico do semiárido. Cada novo registro contribui para aprimorar a gestão ambiental das nossas áreas de preservação e para fortalecer a ciência sobre a biodiversidade brasileira”, completa Jarbas Amaro.
RPPN Flor da América e Proteção da Caatinga
Além do monitoramento da fauna, a Auren possui uma série de iniciativas voltadas para a restauração ambiental na região e conservação do bioma. No início deste ano, a companhia anunciou a criação da reserva estadual Flor da América, a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado do Piauí. A área fica em Colônia do Piauí (PI) e conta com 560 hectares da Caatinga preservados.
A Auren Energia também possui no território a Reserva das Abelhas, futura unidade de conservação localizada no município de Exu, Pernambuco, e inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe com 140 hectares de áreas conservadas. A reserva abriga pelo menos 20 espécies da flora da Caatinga.
Informações à Imprensa/ Infomuts





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