ARARIPINA

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

MAIS DE 14 MIL REGISTROS DE ANIMAIS SILVESTRES - PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA FAUNA DA AUREN ENERGIA REVELA A RIQUEZA DA CAATINGA


O Programa de Monitoramento de Fauna, mantido pela Auren Energia no entorno dos complexos eólicos Ventos do Piauí e do Araripe III, fechou o ano de 2025 com mais de 14 mil registros de animais silvestres da Caatinga ao longo de 10 anos de monitoramento. De 2016 até 2025, foram 176 espécies diferentes registradas em áreas de conservação, o que reforça a riqueza da fauna do bioma Caatinga e o compromisso da companhia com a conservação da biodiversidade.
De acordo com dados do programa, as aves representam o grupo mais diversos, com 105 espécies identificadas até o momento e 9.597 registros, seguidas por morcegos (26 espécies e 4.027 registros), mamíferos terrestres (17 espécies e 361 registros) e répteis e anfíbios (28 espécies e 219 registros). Entre os destaques, estão espécies como o periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum), bico-virado-da-caatinga (Megaxenops parnaguae), o pompeu (Hylopezus ochroleucus) e o rato-palhaço (Wiedomys pyrrhorhinos), endêmicos da Caatinga, além do gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), classificado como espécie vulnerável pela IUCN Red List (União Internacional para a Conservação da Natureza). Destacam-se também os registros de espécies pouco comuns como o veado-catingueiro (Subulo gouazoubira), o gato-mourisco (Herpailurus yagouarandi) e o papagaio maracanã verdadeiro (Primolius maracana).
“A Auren é uma empresa comprometida com a conservação da biodiversidade em todos os biomas onde atua, incluindo a Caatinga, um bioma 100% brasileiro, de enorme riqueza de fauna e flora. Muitas vezes pouco percebida, essa diversidade tem papel essencial para o equilíbrio ambiental e para o desenvolvimento sustentável das comunidades do semiárido. Ao investir em estudos e monitoramentos como este, que integram um amplo pacote de conservação do bioma, contribuímos para a preservação do meio ambiente e para o fortalecimento social e econômico das pessoas que vivem nesse território”, destaca Jarbas Amaro, gerente de Sustentabilidade da Auren.
O monitoramento da fauna é realizado por métodos não invasivos, como o uso de armadilhas fotográficas (câmeras trap), gravações bioacústicas e observação de vestígios naturais (pegadas, fezes, carcaças e abrigos). Essas técnicas evitam o estresse dos animais e permitem o registro de comportamentos em seu ambiente natural.
O monitoramento também conta com amostragem acústica de morcegos, o que ampliou a precisão dos registros e possibilitou a identificação de espécies raras ou de baixa ocorrência. A aplicação da bioacústica nos monitoramentos realizados nos parques eólicos da Auren permitiu o registro de espécies de morcegos pouco comuns e que voam alto, além da ecolocalização (sonar, ultrassom) mais apurada, sendo mais pontual o registro através de métodos convencionais de monitoramento de fauna.

“Estamos construindo um legado de conhecimento sobre a fauna da Caatinga, um bioma de importância imensa para o equilíbrio ecológico do semiárido. Cada novo registro contribui para aprimorar a gestão ambiental das nossas áreas de preservação e para fortalecer a ciência sobre a biodiversidade brasileira”, completa Jarbas Amaro.

RPPN Flor da América e Proteção da Caatinga

Além do monitoramento da fauna, a Auren possui uma série de iniciativas voltadas para a restauração ambiental na região e conservação do bioma. No início deste ano, a companhia anunciou a criação da reserva estadual Flor da América, a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado do Piauí. A área fica em Colônia do Piauí (PI) e conta com 560 hectares da Caatinga preservados.

A Auren Energia também possui no território a Reserva das Abelhas, futura unidade de conservação localizada no município de Exu, Pernambuco, e inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe com 140 hectares de áreas conservadas. A reserva abriga pelo menos 20 espécies da flora da Caatinga.

Informações à Imprensa/ Infomuts

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