sexta-feira, 1 de maio de 2026

SEGURANÇA PÚBLICA - RAQUEL LYRA PROMETE REALIZAÇÃO DE NOVO CONCURSO PARA A PMPE AINDA EM 2026


A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, prometeu, nesta quinta-feira (30), a realização de um novo concurso público para o preenchimento de vagas na Polícia Militar (PMPE) ainda este ano. A informação foi dada antes da cerimônia de conclusão do curso de formação de PMs na Arena Pernambuco, na Região Metropolitana.

Segundo a gestora, o efetivo atual ainda é insuficiente para atender à demanda do estado. “Estamos no caminho certo, investindo não com discurso, mas com entrega de equipamentos e de homens e mulheres que estão prontos para servir à nossa sociedade, como já estão servindo. O novo concurso público acontecerá ainda durante este ano”, afirmou Raquel.

Ao todo, com a formatura de ontem, 2.157 novas pessoas passaram a integrar a PMPE. A governadora também destacou as nomeações feitas na área de segurança pública desde 2024 – quando foi realizado o último concurso público para a contratação de 7 mil novos membros das forças, incluindo as polícias militar, civil, científica. Penal e também Corpo de Bombeiros. “Chegamos à nomeação de mais de 6.900 profissionais. Além disso, há outros em formação, como oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que somarão mais de 8.200 até dezembro deste ano”, disse.

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“Pernambuco fez o melhor quadrimestre de toda a história, seja em homicídios, seja em roubos. A governadora nos deu uma meta de reduzir 30% dos homicídios. Comparando os quatro primeiros meses de 2026, com os quatro primeiros meses de 2022, o último ano da gestão anterior que serve como referência para agora. Nossas metas foram fixadas para dezembro de 2026. Com essa meta vamos chegar à média [de homicídios] do Brasil. Hoje [cada policial] tem condições de ajudar”, afirmou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

A turma formada nesta quinta-feira iniciou o curso em setembro do ano passado e concluiu o Curso de Formação e Habilitação de Praças (CFHP 2025). Os novos policiais devem começar a atuar no Grande Recife a partir do dia 11 de maio.

Entre os formandos estáDaniel Casé, de 28 anos, natural de Caruaru, no Agreste, que relatou ter tentado ingressar na corporação por anos, inclusive em concursos de outros estados. “Como a gente diz no juramento: proteger mesmo com risco à própria vida. Este foi um sonho de criança e agora foi realizado”, afirmou. Dos 2.157 formandos nesta turma, 1.851 são homens e 306 são mulheres.

Por Adelmo Lucena - Diário de Pernambuco

REMUNERAÇÃO - SALÁRIO MÉDIO DO TRABALHADOR BATE RECORDE HISTÓRICO E CHEGA A R$ 3.722


O salário médio mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026. Esse valor representa um aumento real – já descontado pela inflação – de 5,5% em relação ao registrado no mesmo período de 2025. É o maior já registrado em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) , iniciada em 2012.

O trimestre encerrado em março é o segundo consecutivo em que o salário médio ultrapassa R$ 3,7 mil. No trimestre encerrado em fevereiro, a renda foi de R$ 3.702. Comparado ao quarto trimestre de 2025, quando o valor foi de R$ 3.662, houve um aumento de 1,6%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , no Rio de Janeiro.

A pesquisa do IBGE coleta informações de dez grupos de atividades. Em oito deles, a renda média permaneceu estável (sem variação significativa). Em dois, houve aumento médio dos salários: no comércio, alta de 3% (mais R$ 86); na administração pública, 2,5% (mais R$ 127).

Causas

A coordenadora da pesquisa domiciliar do IBGE, Adriana Beringuy, confirma que parte dessa renda recorde pode ser atribuída ao aumento do salário mínimo, no início de janeiro, fixado em R$ 1.621.

"Você já pode ter participação nessa questão do reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e até mesmo ganhos reais [acima da inflação]."

No entanto, o analista destaca outro fator: no primeiro trimestre de 2026 houve uma redução de 1 milhão de pessoas no número de trabalhadores empregados em comparação com o quarto trimestre de 2025.

A diminuição do contingente foi mais concentrada nos trabalhadores informais, que ganham menos.

"Portanto, a renda média daqueles que estavam empregados no primeiro trimestre de 2026 será, comparativamente, maior do que a renda média do quarto trimestre", conclui ele.

Rendimentos

A pesquisa do IBGE também mostrou que a massa de renda dos trabalhadores foi de R$ 374,8 bilhões, também a maior registrada na série histórica.

Esse montante é a soma dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança.

Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a folha de pagamento cresceu 7,1% acima da inflação. Isso representa, no total, R$ 24,8 bilhões a mais nas mãos dos trabalhadores em um período de um ano.

Pensão

O IBGE identificou que a percentagem de contribuintes para efeitos de pensões no primeiro trimestre de 2026 era de 66,9% dos trabalhadores empregados.

Esta é a maior proporção já registada pelo inquérito e representa 68.174 milhões de trabalhadores socialmente protegidos.

Ao contribuir para os institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte.

O IBGE considera como contribuintes empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhadores autônomos que tenham contribuído para institutos oficiais de assistência social federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.


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Segundo Adriana Beringuy, a explicação para a falta de participação reside na falta de informalidade. "Os trabalhadores informais contribuem menos para a segurança social."

No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população empregada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.

No final de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era de 38%.

O IBGE esclarece que um trabalhador informal (por exemplo, um trabalhador autônomo sem CNPJ) pode ser um contribuinte individual para o INSS.

Menor desemprego

O Pnad é o principal indicador de emprego no país e mede o comportamento no mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, levando em consideração todas as formas de emprego, com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego foi de 6,1%, a mais baixa já registrada para o período.

De acordo com os critérios do instituto, apenas a pessoa que efetivamente procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa é considerada desempregada. Foram visitadas 211.000 residências em todos os estados e no Distrito Federal.

Fonte - Agência Brasil

ARARIPINA - PRÉ-CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PV CONTINUA EM BUSCA DE APOIO E VISITA COMUNIDADES RURAIS


A simplicidade que encanta! Na quarta-feira 29/04, a pré-candidata a deputada federal pelo PV, Partido Verde, Cristiane Moura, percorreu a zoa urbana e rural de Araripina-PE, para histórias daquelas que encantam e fazem ter orgulho de nossa gente.
Numa visita a senhora Benita, a mesma contou a verdadeira história por trás do Cruzeiro Mãe Inês. Inês de Souza Regis, construiu sua história no sertão nordestino, em meio os desafios, fez da resistência sua casa. Filha de Joana do Amor Divino e Raimundo Francisco Regis, formou uma grande família ao longo de dois casamentos e se tornou mãe de muitos filhos.
Assistir o testemunho lindo dessa tradição que é contada de geração em geração, é que vale a pena ser registrada e nunca mais sair das nossas memórias.

PERNAMBUCO - ADAGRO INICIA EM MAIO A CAMPANHA DE ATUALIZAÇÃO CADASTRAL 2026


Produtores pernambucanos devem ficar atentos para a primeira etapa da Campanha de Atualização Cadastral 2026, que acontece de 1 a 31 de maio de forma presencial, em todos os 162 escritórios da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco - Adagro, - incluindo os que estão em funcionamento com o apoio das prefeituras, ou pela internet, para aqueles eu estiverem com seu cadastro em dia e tiverem senha de acesso, por meio do site www.adagro.pe.gov.br, acessando o Sistema de Integração Agropecuária - Siapec.

Todo criador de animais precisa comparecer obrigatoriamente para atualizar a ficha sanitária de todos os animais. Quem não comparecer terá o seu cadastro bloqueado, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), ficando sujeito à advertência e multa, além de ficar impedido de acessar créditos agropecuários.

Instituída pela Portaria Adagro nº 065, de 30 de outubro de 2024, a campanha obrigatória de atualização ocorre duas vezes por ano (maio e novembro). “O objetivo é promover o controle sanitário, aperfeiçoar as ações de proteção e monitoramento da sanidade animal, além de garantir o trânsito seguro de animais que circulam no estado”, informa o diretor-presidente da Agência, Moshe Dayan Fernandes.

Saiba o que informar - Para atualizar os rebanhos, o produtor deverá informar os seguintes dados: quantitativos de animais existentes, incluindo nascidos e mortos após a última campanha (realizada em maio), por espécie, sexo e faixa etária; documento pessoal (CPF ou CNPJ) e da propriedade, além da localização geográfica.

Números - Devem atualizadas pelo produtor rural as informações de todos os animais sob a sua responsabilidade: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equídeos, aves comerciais e de subsistência, animais aquáticos e abelhas. De acordo com dados do Siapec, Pernambuco conta com 218,9 mil propriedades rurais e 259 mil produtores cadastrados. Os maiores rebanhos são: ovino (3,5 milhões de animais), caprino (3 milhões), bovino (2,63 milhões de cabeças de gado), equino (94,3 mil), suíno (75,1 mil) e aves (60,9 mil).

Toda a equipe de fiscais estaduais agropecuários e assistentes de defesa agropecuária da Agência está mobilizada para a Campanha durante todo o mês. Moshe Dayan Fernandes, lembra que Pernambuco e o Brasil receberam em 2025 o reconhecimento do status de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e a atualização cadastral é de extrema importância para a manutenção desse status sanitário do Estado.

O coordenador do Programa de Vigilância da Febre Aftosa da Adagro, Edmilson Martins reforça que “a ação é fundamental para gestão e a defesa agropecuária de Pernambuco e os dados sobre quantidade de animais e localização das propriedades permite uma rápida resposta em caso de notificação de alguma doença, além de colaborar com a formulação de políticas públicas voltadas para o agro, além de reforçar a nas atividades de fiscalizações de trânsito agropecuário e maior controle sanitário de eventos como feiras, leilões e exposições, onde ocorre aglomeração de animais”.

Desafio – Ainda tem sido um desafio para a Adagro aumentar os índices de atualização cadastral dos rebanhos de caprino, ovino e suíno - Este ano, a equipe da Gerência de Defesa Animal está reforçando o comparecimento dessas espécies para garantir um melhor índice de atualização. A superintendente de Defesa e Inspeção Animal da Adagro, Samy Bianchini, explica que é a partir dessas informações que as ações são planejadas e é realizado o monitoramento de defesa animal, garantindo uma sanidade efetiva dos rebanhos pernambucanos.

Geolocalização - Um dos requisitos da atualização cadastral é a comprovação da localização da propriedade rural, com as coordenadas geográficas. Isso vai permitir uma maior precisão no controle sanitário, facilitando a chegada das equipes de fiscais e assistentes à propriedade, em caso de suspeitas de doenças e na realização de ações de defesa sanitária. O produtor que não dispor de um aparelho de GPS para determinação exata das coordenadas, deve procurar o escritório da Adagro para receber orientação sobre como obter a localização do seu sítio ou fazenda.

Serviço

Atualização Cadastral de Rebanhos de Propriedades do Estado de Pernambuco

Quando: De 1 a até 31 de maio de 2026

Onde: Todos os escritórios da Adagro nos horários das 8h às 17h
Pela Internet: acessando www.siapec3.adagro.pe.gov.br - Sistema de Integração Agropecuária - Siapec - PE (acesso exclusivo para produtores com cadastro atualizado)

Informações: Site: www.adagro.pe.gov.br

Telefone: 0800 081 1020

Jaqueline Macêdo/ Assessoria de Comunicação da agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco - Adagro

LIBERDADE DE IMPRENSA ESTÁ EM QUEDA NAS DEMOCRACIAS - ALERTA RSF


Relatório sobre o ranking da liberdade de imprensa no mundo divulgado nesta quinta (30), pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, mostra que a pontuação média de todos os países juntos é a mais baixa dos últimos 25 anos. 
Segundo o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, a liberdade de imprensa teve queda expressiva também em Estados democráticos.

No levantamento, o Brasil é uma das exceções à regra. Subiu 58 posições desde o ano de 2022. No entanto, a maior parte do mundo enfrenta cenário de dificuldade. O representante da entidade defende que os estados democráticos precisam garantir a imprensa livre e plural para assegurar informação de qualidade à sociedade.
Diretor da Repórteres Sem Fronteiras para a América Latina, Artur Romeu - Repórteres sem fronteiras/Divulgação

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Artur Romeu:

Agência Brasil - A que se deve essa queda generalizada de liberdade de imprensa?

Artur Romeu - A pontuação média de todos os países do mundo juntos é a mais baixa desses 25 anos. Mas isso não significa que a pontuação tenha piorado muito do ano passado para cá. Quando você olha a curva da pontuação, você vê que essa queda no índice é algo constante.

Estamos em uma tendência de queda e, neste ano em particular, foi registrado o número mais baixo da série histórica. É um cenário muito ruim que mostra deterioração global das condições para o exercício do jornalismo.

Agência Brasil - Quais são os principais fatores?

Artur Romeu - É um conjunto de crises. Isso é uma crise das democracias no mundo. Se em algum momento da história estivesse mais claro que a liberdade de imprensa estava ameaçada em países que eram abertamente autoritários, o que a gente vê agora é que, mesmo em democracias, há práticas que minam o direito da liberdade de imprensa mais do que antes. Essas práticas têm a ver com assédio e de hostilizações.

Essa identificação do jornalista e dos meios de comunicação como inimigos públicos a serem combatidos vai fincando raízes, contaminando e contagiando um número maior de países, inclusive democracias. A gente vê um cenário de desinformação maior. E esse conjunto de fatores vai criando uma percepção geral de que está mais difícil ser jornalista.

Agência Brasil - Como a sociedade deve entender a importância da liberdade de imprensa?

Artur Romeu - Muitas vezes, a gente entende a liberdade de imprensa como um direito que pertence a jornalistas e meios de comunicação. Mas é fundamental a gente deslocar essa ideia.

A gente tem que valorizar a dimensão coletiva e a dimensão social do direito à liberdade de imprensa, na medida em que eu, como cidadão, preciso de informações de confiança, livres, independentes, íntegras, para tomar decisões importantes para mim, para as minhas escolhas.

Nesse sentido, o direito a uma informação livre, plural, independente, é um direito que pertence à sociedade como um todo. Todos nós precisamos dessa informação. Como direito à saúde, direito à moradia adequada, direito ao trabalho. É um direito vital para nossa participação na vida pública.

Agência Brasil - Nas Américas, vivemos em cenários múltiplos também, com crises de diferentes características, certo?

Artur Romeu - O continente americano tem tido uma deterioração muito significativa. Além de Estados Unidos e Argentina, Peru e Equador são outros países em que a situação piorou muito nos últimos anos. Os discursos públicos de Javier Milei [presidente da Argentina] e também as ações dele, como o fechamento da agência Telan, que era uma das maiores agências públicas de notícias da América Latina mostram isso. Ele fechou, na semana passada, a Casa Rosada para jornalistas.

No Equador e no Peru, houve jornalistas assassinados no ano passado. No Equador, também há um momento de instabilidade política com declarações sucessivas de estados de exceção e toques de recolher. O México é o país mais violento. É o país onde mais se matou jornalistas na América nos últimos 20 anos. Mais de 150 jornalistas assassinados desde 2010. É um país que segue baixo no ranking por conta de um cenário de violência extrema contra a imprensa em muitos estados mexicanos, mas que não teve grandes variações.

Agência Brasil - A Repórteres Sem Fronteiras faz recomendações para reverter essa tendência de queda na liberdade de imprensa?

Artur Romeu - É fundamental que haja uma valorização do trabalho jornalístico do ponto de vista realmente dos governos. O ranking não é uma avaliação de governos, mas sim das condições que estão colocadas, nas quais os governos têm um papel também fundamental.

O ponto central aqui em termos de recomendação é que, durante muito tempo, alguns atores entenderam que a garantia da liberdade de imprensa se dá apenas pela ausência de ingerência ou de interferência de governos.

O ponto é que isso não é suficiente. O governo não deve somente se abster de interferir como agentes de censura. Eles têm que proativamente agir para garantir um ambiente mais favorável ao jornalismo. Isso significa desenvolver políticas públicas e regulações que vão fortalecer essa possibilidade.

A gente precisa de novas legislações de regulação das plataformas e da inteligência artificial. A gente precisa de mecanismos de proteção. É necessário um conjunto de leis de fomento ao jornalismo com mais pluralismo e diversidade na mídia e com leis de incentivos.

Fonte - Agência Brasil

DOCUMENTO - SINDUSGESSO SOLICITA ADEQUAÇÃO DE NORMAS DE FRETE PARA PRESERVAR O POLO GESSEIRO DO ARARIPE


O Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) encaminhou ao Ministério dos Transportes um importante pleito em defesa da competitividade e da sustentabilidade do Polo Gesseiro do Araripe. O documento foi entregue ao ministro dos Transportes, George Santoro, pelo presidente da entidade, Joberth Granja, e pelo vice-presidente, Aurílio Machado, reforçando a preocupação do setor com os impactos das recentes regulamentações sobre o transporte de cargas no Brasil.

A agenda contou também com a participação dos empresários Fábio Monteiro, da SM Gesso, e Guilherme Lins, da Mineradora São Jorge, que contribuíram com a apresentação prática dos impactos enfrentados pelas indústrias da região.

No ofício, o Sindusgesso solicita a adequação das Resoluções nº 6.077/2026 e nº 6.078/2026 da ANTT, que tratam da política de pisos mínimos de frete. Segundo a entidade, a aplicação rígida dessas normas, sem considerar as especificidades logísticas da região, pode comprometer o escoamento da produção e afetar diretamente a competitividade de um dos principais arranjos produtivos minerais do país.

Responsável por cerca de 90% da produção nacional de gipsita, o Polo Gesseiro do Araripe desempenha papel estratégico na economia pernambucana e brasileira, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. No entanto, o setor enfrenta um cenário crítico: em muitos casos, o valor do frete já ultrapassa o próprio valor da mercadoria transportada, como a gipsita, tornando a operação economicamente inviável e agravando ainda mais a perda de competitividade.

O documento destaca que o custo logístico elevado, somado às atuais regras de frete, pode provocar o deslocamento da produção para outras regiões do país, além de favorecer a entrada de produtos importados, gerando desequilíbrio concorrencial e riscos socioeconômicos para o Sertão do Araripe.

Como proposta, o Sindusgesso sugere a aplicação de um percentual reduzido de 40% do piso mínimo de frete para os produtos da cadeia do gesso oriundos do Araripe, considerando suas particularidades logísticas. A entidade também solicitou a realização de uma reunião em Brasília com o Ministério dos Transportes para aprofundar o debate e construir soluções conjuntas.

Para o presidente Joberth Granja, a medida é urgente e essencial para evitar um cenário de colapso do setor. Já o vice-presidente Aurílio Machado reforça que a iniciativa busca não apenas defender a indústria, mas preservar empregos e garantir o desenvolvimento econômico de toda a região.

O Sindusgesso reafirma seu compromisso com o diálogo institucional e com a construção de alternativas que assegurem a competitividade, a eficiência logística e a sustentabilidade do Polo Gesseiro do Araripe.