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terça-feira, 6 de junho de 2017

DIA NACIONAL DO TESTE DO PEZINHO - 28% DOS PERNAMBUCANOS NÃO FAZEM O EXAME

O Dia nacional do Teste do Pezinho, celebrado nesta terça-feira, chama a atenção para uma estatística importante: 28% dos recém-nascidos pernambucanos não são levados para os serviços de saúde para fazer o exame. O Ministério da Saúde preconiza que o ideal é uma cobertura acima de 90%. Em Pernambuco, uma média de 72% dos recém-nascidos passa por essa triagem, percentual que aumentou em relação a 2007, que tinha uma cobertura de 55%. Outra questão é que apenas 20% das crianças chegam aos serviços no período ideal, entre o 3º e o 5º dia de vida.

O procedimento é simples: por meio de uma punção no calcanhar, são retiradas algumas gotas de sangue, que são aplicadas em um papel-filtro, encaminhado, em seguida, para análise no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen). A partir disso, é possível diagnosticar, precocemente, quatro doenças que, se não tratadas, podem deixar sérias sequelas nos meninos e meninas. São elas: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cística e Doença Falciforme e Outras Hemoglobinopatias.

Atualmente, a Rede de coleta do teste do pezinho possui 220 pontos ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados por 183 municípios pernambucanos (99,45%). Apenas Paudalho ainda não possui ponto de coleta, que está sendo estruturado.

Para discutir o assunto, a Gerência de Saúde da Criança e do Adolescente, por meio da Coordenação da Triagem Neonatal Biológica promove, nesta terça-feira, das 8h30 às 13h, uma videoconferência para todas as 12 Regionais de Saúde (Geres) espalhadas pelo estado. O objetivo é reforçar a importância de garantir o fluxo da assistência da triagem neonatal, e ampliar o conhecimento das doenças diagnosticadas por meio de palestras de profissionais que atuam nos ambulatórios de referência para tratamento e acompanhamento das doenças triadas: Hospital Barão de Lucena, Hemope e Imip. A iniciativa é voltada para profissionais dos Pontos de Coleta do Teste do Pezinho, Atenção Primária, Atenção à Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, além de representante Estadual, Regional e Municipal da Regulação, Educação e Conselho Titular. 

Quando algum recém-nascido tem resultado suspeito para alguma das quatro doenças triadas, há uma articulação com a atenção primária do município e o ponto de coleta. O objetivo é a busca ativa do recém-nascido, visando a confirmação do diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento, o que irá dar mais qualidade de vida e de desenvolvimento da criança. Entre 2014 e 2016, 189 crianças foram diagnosticadas com uma das quatro doenças triadas pelo teste do pezinho. A maior parte dos casos foi para doença falciforme e outras hemoglobinopatias: 107 (56,6%). Em seguida, vem Hipotireoidismo Congênito (64 casos ou 32,2%), Fibrose Cística (14 casos ou 7,4%) e Fenilcetonúria (quatro casos ou 2,1%).

Para fazer o teste do pezinho, os pais ou responsáveis devem levar um documento de identificação com foto, a certidão de nascimento da criança ou declaração de nascido vivo entregue pela maternidade na alta (via amarela) e o comprovante de residência. Após a coleta, as amostras são encaminhadas, por meio dos Correios, para o Lacen, responsável pelo exame. A logística de transporte das amostras pelos Correios tem contribuído com a redução de tempo entre a coleta e a liberação do resultado.

Se o recém-nascido receber alta antes de completar 72 horas de vida e residir em município distinto do local de nascimento, a maternidade deve orientar os pais ou responsáveis para levar o recém-nascido ao ponto de coleta mais próximo da sua residência. Ressaltamos, ainda, a importância dos profissionais nas consultas de puericultura solicitar o resultado do teste do pezinho e registrar na Caderneta de Saúde da Criança.

Do Diário de Pernambuco

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