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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

10 ANOS DE EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO - DRIBLANDO A CRISE PARA SE EXPANDIR

A crise foi impiedosa com os governos estaduais e municipais no ano de 2016. Não bastasse o descontrole da economia, o ambiente político conturbado, com direito a troca-troca na Presidência da República e uma série de medidas restritivas, complicou ainda mais a situação de uma área que, historicamente, conta com os recursos federais como uma ajuda fundamental para a implementação de políticas públicas. Ainda assim, em meio a esse cenário nada animador, a rede estadual de educação pública conseguiu dar alguns passos importantes rumos à expansão, principalmente, do ensino profissionalizante.

A rede, que conta com 300 Escolas de Referência em Ensino Médio (EREM), dispunha, até o ano passado, de 30 Escolas Técnicas Estaduais (ETE). Em 2016, mais cinco ETE foram entregues, em Arcoverde, Belo Jardim, São Lourenço da Mata, Paudalho e Jaboatão dos Guararapes. A expectativa é de que, até o final de 2017, a rede esteja funcionando ao menos com 40 ETE. “Temos escolas técnicas em obra em Caruaru, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Bom Conselho e Abreu e Lima. Outras quatro estão em fase de licitação, em Olinda, Garanhuns, Itaíba e Cabrobó”, explica o secretário executivo de Gestão de Rede Escolar do Estado, João Charamba.

As ações de melhoria na infraestrutura da rede são consideradas fundamentais para que o Estado continue a alcançar metas importantes. Uma delas é justamente a de ofertar à população o maior número de vagas em escolas de tempo integral do País. Um dos principais diferenciais para que a rede estadual pública de Pernambuco tenha alcançado os melhores resultados do País nas provas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal avaliação da educação brasileira.

As EREM, que passaram por uma grande expansão até 2014, tem, de forma um pouco mais lenta, inaugurado algumas unidades. No ano passado, foram entregues as escolas de Capoeiras e Joaquim Nabuco. A de Palmares deve ser concluída no final deste ano e as de Paranatama e Santa Filomena devem ficar para 2017. As ETE, é bom lembrar, também oferecem aulas em tempo integral. Apesar do reconhecimento de todos que fazem a educacão de que o material humano é o que mais importa para uma escola obter bons resultados, não resta dúvida de que um espaço que funcione e que traga conforto a todos que o frequentam também tem a sua importância.

“Nós temos situações impressionantes de escolas que dão resultados e que não têm uma grande infraestrutura. A gente sabe o que um professor e uma sala de aula motivados representam. Mas a infraestrutura adequada vai facilitar a vida do professor, do diretor e vai deixar a escola mais atrativa para o aluno, que vibra quando ela está arrumada, pintada, climatizada. A infraestrutura pode não ser o mais importante, mas, certamente, é um dos pilares de uma boa educação”, afirma Charamba.

Os investimentos do Governo do Estado não têm se restringido às escolas da rede estadual. Dentro do programa Operação Reconstrução, que atende aos municípios da Mata Sul que foram atingidos por alagamentos em 2011, são mais 24 escolas municipais e 5 estaduais que foram totalmente destruídas e que estão sendo recuperadas pela administração estadual. “A maioria funcionava em áreas de risco e eram passíveis de novas inundações. Foram construídas do zero, em outros terrenos”, conta Charamba. Seis unidades municipais já foram entregues e o restante delas será entregue até 30 de março.

“Em meio a tantos desafios, poder inaugurar todos esses equipamentos, em diversas regiões do estado, é um avanço significativo para Pernambuco. E a gente garantiu essas conquistas em um bom momento pra gente, em que a nossa educação está se destacando no País. Os nossos indicadores só fazem subir, mostrando a qualidade do nosso ensino. E o nosso objetivo é justamente ajudar o país sair da crise com educação e mão de obra qualificada”, disse o secretário de Educação do Estado, Fred Amancio.

Climatização é o novo passo
A área de infraestrutura da rede estadual se prepara para dar mais um passo significativo, atendendo a uma demanda cada vez mais frequente nas escolas de uma região com clima quente como o Nordeste: a climatização das salas de aula. Atualmente, cerca de 25% da rede é climatizada. Os prédios de Escolas Técnicas Estaduais (ETE) e de Escolas de Referência em Ensino Médio (EREM) entregues nos últimos anos são todas climatizadas. A meta é elevar esse número para perto de 50% até o final do ano que vem.

O processo de instalação de aparelhos de ar-condicionado nas escolas começa com um desafio inicial, que é a instalação de subestações elétricas nas escolas. A demanda energética foi ampliada nesses últimos anos, com a chegada dos computadores, das redes wi-fi e de equipamentos como lousas digitais, televisores e projetores (datashow). A climatização depende de um suporte maior de energia, que é dado pelas subestações. Um investimento junto ao Banco Mundial, celebrado no final de 2014 e que entrou em execução de 2105, garantiu a aquisição e instalação de 77 subestações elétricas.

“Estamos em curso com um processo licitatório, ainda em busca de orçamento, para mais 242 subestações. Fora elas, formalizamos um convênio com o Fundo do Desenvolvimento da Educação para a aquisição de 1893 aparelhos de ar-condicionado, que devemos começar a receber ainda este ano”, explica o secretário executivo João Charamba. “Eu não lembro de ter estudado com ar-condicionado na escola. Mas, hoje, é uma necessidade. Você ajuda no clima, mas ajuda também para evitar o barulho e garantir um poder maior de concentração do professor e do aluno”, afirma Charamba.

Quadras
Outro projeto que a Secretaria de Educação do Estado tem dado uma atenção especial é a instalação de quadras poliesportivas nas escolas da rede estadual. A primeira etapa do programa já garantiu a entrega de vinte unidades. Outras 23 devem ficar prontas até o final do ano. Uma nova leva de 58 quadras já está pronta para iniciar as obras e há em andamento um processo licitatório para mais 76 unidades em 2017. Em muitos municípios, a quadra poliesportiva cumpre um papel social importante, de convivência social. “Estamos entregando a quadra de Fernando de Noronha. É o único espaço da comunidade para a realização de apresentações artísticas e culturais. É muito mais que esportivo”, avalia Charamba. 

O desafio de cuidar do que já existe
Em uma rede com 1049 escolas, um trabalho tão importante quanto inaugurar novas unidades é cuidar das que já existem. Atualmente, a Secretaria de Educação do Estado conta com contratos para as 16 Gerências Regionais de Educação (GRE) que, juntas, representam um investimento de cerca de R$ 30 milhões/ano.

“Nós temos uma área de manutenção que é decisiva para o resultado que temos, hoje, na educação de Pernambuco. É um trabalho que cuida de diversos serviços relacionados às escolas, como esgotamento sanitário, pintura, parte elétrica, um muro que pode vir a cair”, ilustra o secretário executivo João Charamba.

Um bom exemplo de que a infraestrutura anda junto das inovações implementadas pela educação de Pernambuco é o trabalho de adaptação das cozinhas das escolas estaduais que passaram a contar com educação em tempo integral e, consequentemente, aulas em dois turnos. O que obrigou as cozinhas a contar com uma estrutura mais profissional, a fim de atender não apenas a um volume maior, como a um cardápio mais elaborado. 

“A merenda, hoje, é um diferencial nas nossas escolas. Temos cozinhas que funcionam quase que como um restaurante, com uma cozinha semi-industrial. Algumas chegam a ofertar 800 refeições por dia”, diz Charamba. “Nossa merenda hoje é balanceada, com um cardápio muito mais atrativo. Faz com que o aluno fique na escola e ajuda a diminuir a evasão escolar, que aqui em Pernambuco é a menor do País”, complementa o secretário executivo.

Da Folha de Pernambuco

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