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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO - PROFISSIONALIZAÇÃO SE FAZ TAMBÉM À DISTÂNCIA

Quando se pensa sobre educação à distância, o clichê seria imaginar apostilas encadernadas e cursos técnicos em fitas cas­­­­sete ou VHS enviadas pelos correios. Houve uma época em que, de fato, questionava-se a eficácia desse modelo – “como alguém vai aprender sem uma sala de aula?” – era uma indagação que surgia recorrentemente. O século XXI chegou e, com ele, veio uma reformulação nas práticas de ensino e aprendizagem não-presenciais. Prova disso é o patamar ocupado por Pernambuco no cenário nacional: aqui vigora a maior rede estadual pública de educação profissional à distância do Brasil.

São 67 polos de ensino, incluindo as universidades e institutos federais e as escolas técnicas estaduais (ETE). Há cerca de 14 mil alunos matriculados nos cursos de educação à distância (EAD). Ao todo, a rede estadual oferece nove opções aos interessados em passar um ano e meio em uma formação com um único encontro presencial por semana: são os cursos para formar técnicos em Biblioteconomia, Multimeios Didáticos, Secretaria Escolar, Logística, Recursos Humanos, Administração, Desenvolvimento de Sistemas, Segurança do Trabalho e Design de Interiores. A concorrência tem sido grande; no último processo seletivo, o que demarcou as turmas a iniciar em 2016.2, foram 35 mil inscritos.

“Foi um recorde”, conta George Bento, gestor de EAD da Secretaria de Educação de Pernambuco. “Agora estão entrando dois mil novos alunos. Temos alunos de EAD em 98% dos municípios do Estado. Somente em dois – Carnaubeira da Penha e São Joaquim do Monte – é que ainda não temos matrícula alguma, mas estamos trabalhando para atingir os 100%. E pelo quarto ano consecutivo ficamos entre as maiores redes de EAD do país, atrás apenas dos Institutos Federais do Norte de Minas Gerais, que atendem a uma quantidade de cidades maior do que as existentes em Pernambuco, e do Pará”, detalha o gestor, professor universitário, que há cinco anos se dedica a expandir a EAD em Pernambuco.

Prova disso é que, na semana passada, George Bento participou do 22º Congresso Internacional de Educação à Distância, promovido em São Paulo pela ABED – Associação Brasileira de Educação à Distância. “Um dos temas recorrentes é a profissionalização na idade certa. Nosso trabalho na rede estadual é justamente para fortalecer a EAD e também o Ensino Médio. Ou seja, não queremos levar o estudante a destruir o sonho de ingressar na universidade e, sim, contribuir para sua formação de modo que ele possa receber a educação profissional articulada com o Ensino Médio, podendo se preparar para ambos”, acrescenta.

Uma novidade é que, a partir de outubro deste ano, algumas Escolas de Referência do Ensino Médio (EREM) vão oferecer EAD a seus alunos a partir do 2º ano. George Bento explica: “Os cursos de EAD são oferecidos em todos os turnos e para todos que já tiverem concluído o Ensino Médio. Agora, queremos ofer­­tar essa possibilidade para o aluno do Ensino Médio também poder complementar sua formação. Vamos oferecer aos alunos do 2º ano, para que possam terminar a formação, com duração de 18 meses, quando tiverem saindo da escola”.

Isso significa que um aluno do 2º ano da EREM Aníbal Fernandes, em Santo Amaro, vai poder fazer o curso de EAD em técnico de Design de Interiores, por exemplo. A metodologia será a mesma aplicada a todos os outros estudantes de EAD: haverá um encontro com os tutores, uma vez por semana, por força de uma legislação federal que obriga os cursos não-presenciais a ter 20% de sua carga horária em sala de aula. A cada semana, o estudante precisa desenvolver e concluir uma atividade, tendo acesso aos conteúdos e disponibilizando seus trabalhos para avaliação por meio de uma plataforma digital exclusiva. “Caso o aluno tenha algum problema em casa, não tenha conexão à internet, por exemplo, ele pode vir à escola em qualquer dia para fazer suas atividades, embora a obrigação dele seja a de estar apenas uma vez por semana no polo”, esclarece o gestor George Bento.

Ele lembra que o programa Pernambuco Conectado foi pioneiro e contribuiu muito para os avanços da EAD. “É claro que existem problemas e a internet não é perfeita. Temos que reconhecer isso. Porém, fazemos o possível para conseguir driblar os problemas. Por exemplo, baixamos o conteúdo das vídeo-aulas para que o tutor consiga passá-las, independente de conexão, e salvamos os textos em PDF para serem distribuídos”, pontua George, que não esconde o entusiasmo com a ampliação da rede.

“Assumimos um compromisso com o Ministério da Educação de termos o quantitativo de 40 mil novas vagas em EAD até 2018. Somente agora, em 2016, já ofertamos 18 mil, ou seja, quase 50% do acordado”, exulta o gestor.

Da Folha de Pernambuco

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