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quinta-feira, 14 de julho de 2016

ARARIPINA - AÇÃO DE ENVENENAMENTO DE ÁRVORES NA PRAÇA DO HOSPITAL É DENUNCIADA À PATRULHA AMBIENTAL

 
Denúncias de um possível envenenamento de algarobas (Prosopis juliflora) e Sibipiruna (Caesalpinia Peltophoroides) na praça do hospital de Araripina – PE foram feitas por populares a membros da Patrulha Ambiental Itinerante e na Secretaria de Meio Ambiente, por frequentadores e mototaxistas da citada praça.
Um agrônomo de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Desenvolvimento de Araripina – PE, (Gerson Batista) juntamente com o Agente Ambiental e membro da Patrulha Ambiental Itinerante (Marquel Jacob) foram até o local indicado e coletaram amostras de solo que foram enviadas a um laboratório na capital, Recife – PE, onde está sendo elaborado um relatório sobre a substância utilizada para o crime ambiental, (Lei 9.605/98), que chocou os moradores da cidade e mototaxistas que tem seu ponto de apoio naquele local e que passam a maior parte do dia aguardando chamadas e tendo que conviver com o insuportável mal cheiro do produto tóxico lançado nas árvores o que levou à morte das espécies!
As árvores secaram de repente, mostrando indícios de que o agressor teve êxito em sua maléfica intenção. 
Após a chegada do laudo a Secretaria do Meio Ambiente do Município ou a Patrulha Ambiental Itinerante tomarão as medidas necessárias para que fatos como esses não mais ocorram em nossa cidade, como o registro de Boletim de Ocorrência ou mesmo acionar o Ministério Público para que tomem as medidas cabíveis.

A população e os mototaxistas que trabalham nas proximidades querem saber o que aconteceu. “É revoltante, extremamente revoltante, uma cidade com reduzido número de árvores, e as poucas que tem, aparece um elemento e faz isso! Fizemos a denúncia para que não fique impune. Nós queremos justiça”, afirmou um mototaxista aos Agentes.
No caso das algarobas, mesmo sendo uma espécie exótica, é notório que ali foi praticado um crime ambiental quando foi adicionado o produto tóxico, o processo de envenenamento aconteceu da mesma forma que a sibipiruna, porém com agravante, por esta ser uma espécie nativa do Brasil.

Segundo a legislação ambiental (Lei 9.605/98) a pena para quem comete esse tipo de crime pode ser de seis meses a um ano de prisão e multa que pode chegar a 4 (quatro) mil reais mas, também, pode ser revertida em prestação de serviços.
O agrônomo Gerson Batista e o Agente Ambiental Marquel Jacob concluíram que “Ações egoístas como essas não podem ficar impunes. O dano já está feito, porque não há como fazer o replantio no mesmo local, uma vez que, dependendo do produto utilizado, levará décadas para o solo tornar-se propício para o plantio de novas mudas. Enquanto isso, a comunidade e a cidade ficarão no prejuízo pela falta de sombra e embelezamento daquela praça.”

"O homem destrói a natureza na justificativa de sobreviver, a natureza luta para sobreviver, para garantir a sobrevivência do homem."
Fonte - Patrulha AmbientalItinerante

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