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segunda-feira, 13 de junho de 2016

TERROR E PRECONCEITO - EUA SOFRE MAIOR MASSACRE COM ARMAS DE FOGO EM BOATE GAY DE ORLANDO

A estratégia antiterrorista dos Estados Unidos voltou a ser questionada depois que um homem, que não havia sido considerado como alguém vinculado a extremistas, matou 50 pessoas em uma boate gay.

Enquanto acontecia o maior massacre com armas de fogo nos Estados Unidos, a polícia de Orlando invadiu a discoteca Pulse e matou o criminoso.

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O banho de sangue provocou uma grande dor e atingiu a alma da comunidade gay. Horas depois, mais de 100 mil pessoas participaram na Parada do Orgulho Gay em Los Angeles, como em todos os anos.

Em Nova York, o Tony, a grande premiação do teatro, foi dedicado às vítimas do massacre. "Sabemos o suficiente para dizer que este foi um ato de terrorismo e um ato de ódio", disse o presidente Barack Obama.

O FBI prossegue com as investigações sobre o autor do ataque, Omar Mateen. Líderes muçulmanos dos Estados Unidos, o Papa Francisco e governantes de todo o mundo condenaram o ataque, o mais grave ato terrorista em território americano desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

O FBI admitiu que Omar Mateen, de 29 anos, havia sido investigado por seus contatos com um terrorista americano.

O agente especial do FBI Ronald Hopper também disse que antes de atacar a boate gay de Orlando, Mateen ligou para o número de emergência 911 e expressou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI).

A agência Amaq, vinculada ao EI, afirmou, sem apresentar provas, que um de seus combatentes executou o ataque. A informação provoca dúvidas entre os investigadores porque é atribuída simplesmente a "uma fonte".

Os sobreviventes descreveram as cenas de terror, quando o atirador matou as pessoas que se divertiam na boate até a invasão de uma equipe da SWAT. Nascido em Nova York em 1986, Mateen é filho de afegãos e morava em Port St. Lucie, Flórida, a duas horas de carro de Orlando

O pai afirmou que o filho agiu motivado pela homofobia. "Isto não tem nada a ver com religião", disse ao canal NBC News.

FBI investiga

A ex-esposa de Mateen, que se divorciou em 2011, disse que ele era violento e controlador, mas não especialmente religioso. Mas o agente Hopper do FBI disse que a conduta de Mateen provocou suspeitas nos últimos anos.

Em 2013 ele foi investigado por ter feito comentários a colegas de trabalho que davam a entender sua familiaridade com o terrorismo. Em 2014 voltou a ser interrogado por investigadores por sua relação com Moner Mohammad Abusalha.

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Abusalha ganhou notoriedade quando se tornou o primeiro cidadão americano a cometer um ataque suicida na Síria. Ele era considerado um integrante de uma organização aliada da Al-Qaeda.

"Determinamos que o contato havia sido mínimo e naquele momento não constituía uma relação propriamente dita ou uma ameaça", afirmou Hopper. O massacre de Orlando aconteceu no momento em que a campanha para a eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro, começa a ficar mais intensa.

Resgate de reféns

A candidata democrata Hillary Clinton adiou um evento de campanha previsto com o presidente Obama e escreveu no Twitter que seus pensamentos "estão com todos os afetados por este ato horrível".

Seu rival republicano Donald Trump não perdeu tempo em afirmar que tem razão quando diz que a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos deve ser proibida. Trump pediu a Obama que renuncie por não ter atribuído o massacre ao "islã radical" e programou um discurso sobre segurança para esta segunda-feira (13).

"Se não ficarmos duros e atentos rapidamente, não teremos mais um país", disse Trump. A tragédia na boate Pulse durou três horas a partir das 2h (3h de Brasília) de domingo (12), quando o barulho dos tiros começou a ressoar entre a música alta.

A polícia informou que o criminoso tinha um fuzil e uma pistola. Imediatamente, um policial que trabalhava no local respondeu e, ao lado de outros dois agentes, trocou tiros com Mateen.

Uma viatura policial avançou contra uma parede e invadiu o local. Mais agentes entraram no tiroteio, que terminou com a morte do criminoso.

As autoridades ainda não determinaram quantas pessoas foram mortas por Mateen ou se algumas foram vítimas do fogo cruzado durante o ataque. As testemunhas descreveram o cenário, com corpos caindo e sangue por todos os lados.

"Era um completo caos", disse à AFP Janiel Gonzalez. "As pessoas gritavam 'socorro, socorro, estou preso' e umas pisavam nas outras", afirmou o jovem.

O massacre, que aconteceu no mês do Orgulho Gay nos Estados Unidos, deixou sombras sobre a tradicional desfile gay de Los Angeles, que aconteceu como estava previsto, mas com a a multidão abatida pela tragédia de Orlando.

Em meio ao medo com o massacre de Orlando, a polícia informou que um homem foi detido em Santa Mônica, perto de Los Angeles, com armas e explosivos em seu carro. Mas a polícia indicou que a detenção parece não estar vinculada em nada com o banho de sangue em Orlando.

Da Folha de Pernambuco

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