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terça-feira, 28 de junho de 2016

CAATINGA - RADIOGRAFIA APONTA 37 ÁREAS EM RISCO

Uma “radiografia” da realidade ambiental de Pernambuco apontou 37 áreas de Caatinga, entre o Sertão e o Agreste, passíveis à desertificação. As classificações no levantamento, feito pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), se dividem em três: alta, muito alta e extremamente alta. Nesse quesito, Pernambuco se destaca entre os outros estados como o que possui uma maior vulnerabilidade (muito alta e extremamente alta), cenário acentuado pelo desmatamento. Dados do IPCC mostram, inclusive, que 80% do semiárido pernambucano são susceptíveis à desertificação. As áreas traçadas pelo MMA integram a segunda atualização da lista de áreas prioritárias para a conservação, divulgada recentemente no Diário Oficial da União, por meio da portaria 223. A última revisão ocorreu em 2006.

O diretor-presidente do Centro de Estudos Ambientais do Nordeste (Cepan), Severino Ribeiro, afirma que as más práticas de uso do solo aceleram a desertificação no Estado. Entre elas, a agricultura de corte e queima. Esta foi apontada como o principal vilão. “O manejo da agricultura de corte e queima contribui para a redução na qualidade do solo ao provocar processos de erosão. Esse ecossistema é de difícil recuperação, logo, as pessoas vão partindo para outras áreas”, explica Ribeiro. Segundo ele, a estimativa é que o Estado perca 70% de áreas agricultáveis até 2050.

O levantamento funciona, na prática, como um “norteador” de políticas públicas para as administrações estaduais, embora não sejam o-brigatórias. As informações podem ser usadas para qualificar as ações de licenciamento ambiental, fiscalização e criação de unidade de conservação. Entre as áreas consideradas prioritárias pelo MMA em Pernambuco, destaque para Serra Talhada, Petrolina, Floresta, Timbaúba e Araripe, que responde por 90% do polo gesseiro no País (ver arte). 

Estudo
Em Serra Talhada, por exemplo, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado estuda a criação de uma Unidade de Conservação de proteção integral nas matas do Veado e Luanda. “Temos menos de 2% de área de Caatinga ainda conservada no Estado. E quanto mais áreas protegidas, mais aumentaremos a proteção à biodiversidade. Ao mesmo tempo que temos mais cobertura vegetal, enfrentamos a vulnerabilidade às mudanças climáticas e diminuímos o processo de desertificação no Estado”, acredita o secretário Sérgio Xavier.

Nos últimos quatro anos, o Estado criou o Parque Estadual da Serra do Areal e Refúgio de Vida Silvestre Riacho Pontal, em Petrolina, e Monumento Natural Pedra do Cachorro, nos municípios de Brejo da Madre de Deus, Tacaimbó e São Caetano.

Da Folha de Pernambuco

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